Vozrozhdenie
Nastupit vremya sumerek i sna
Stremitsya vyrvat'sya na volyu
Iz praha veshchaya dusha
K davno ne tleyushchim ugol'yam.
No sila dnej bylyh
Razbudit pamyat' ih
No sila dnej bylyh
Razduet plamen'
Prebudet s nami!
Mne vidyatsya stepnye travy leta
Unosit vody bystraya reka.
Neischislimy tysyachi poter'
Ot ruk prezren'ya mstitel'nyh lukavyh.
Vosstanut li iz pepla te lesa
I oblaka, idushchie navstrechu?
Ya v kazhdom kamne uznayu sebya
Ya razbival vragov v bezum'i sechi.
Skvoz' zelen' luga chernoj plesh'yu - smert'.
(S m e r t ' !)
Odin iz vseh, ya pal v srazhen'i,
Kak sonm kaznennyh gordecov
I v etoj uchasti ya vizhu vozrozhden'e
Iz ternij vechnosti, skazitelej stihov
Gde obitayut teni istreblennyh
Ya pomnit' budu Iriya sady
Mne dorog zvuk, ya slyshu brat'ev golos
Kak shepot chistoj molodoj listvy
Na nebesah ne byt' drugomu rayu
Chertogam chuzhdoj very na krovi.
Tam net priyuta kupolam i hramam
Lish' dremlet krasota rodnoj zari.
Ya ne zovu volhvov na pokayan'e -
Razlichiya teper' sred' mertvyh net
Pomirit nas zemlya syraya
Soboj pitaya tysyachi kornej.
Dayushchih zhizn' vsemu.
Ressurgimento
Vai chegar a hora de crepúsculo e sonho
Tentando se libertar na liberdade
Da poeira, a alma clama
Para os cantos que não ardem mais.
Mas a força dos dias passados
Despertará a memória deles
Mas a força dos dias passados
Sopra a chama
Despertará conosco!
Eu vejo as ervas secas do verão
Levadas pelas águas de um rio veloz.
Incontáveis mil perdas
Das mãos do desprezo, vingadores astutos.
Ressurgirão das cinzas aquelas florestas
E as nuvens que vêm ao nosso encontro?
Eu em cada pedra reconheço a mim mesmo
Eu quebrei inimigos na loucura da batalha.
Através do verde dos campos, a sombra da morte.
(De s e r t e!)
Um entre todos, eu caí na luta,
Como um sonho dos condenados orgulhosos
E nesta sorte eu vejo o renascimento
Das espinhos da eternidade, contadores de versos
Onde habitam as sombras dos exterminados
Eu vou lembrar os jardins de Iriya
O som é precioso, eu ouço a voz dos irmãos
Como o sussurro das folhas jovens e puras.
Nos céus não haverá outro paraíso
Nos palácios de uma fé estranha ao sangue.
Lá não há abrigo sob cúpulas e templos
Apenas a beleza da aurora nativa dormita.
Eu não chamo os magos ao arrependimento -
As diferenças agora entre os mortos não existem
Que a terra úmida nos reconcilie
Nutrindo mil raízes.
Dando vida a tudo.