Tem palavras que a boca esquece, mas o coração guarda
Eu posso ter defeitos, eu sei
Posso cair e falhar outra vez
Mas, nunca aprendi fazer maldade
Nem destruir por vaidade
Meu coração sempre falou verdade
Mesmo vivendo tanta falsidade
Enquantos muitos feriam sem sentir
Eu só queria amar sem destruir
Tem quem sorri contigo
Mas quer te ver caído
E doi quando vem de quem ama
Palavras difíceis de engolir
Eu confesso tem dores que ficaram em mim
Palavras que tentaram destruir
Aquilo que Nzambi fez assim
Mas, mesmo ferido resistir
A dor não mudou meu ser
Porque quem mexe com alma limpa
Nunca aprendi a ferí
(Eu posso errar, posso falhar)
Mas, maldade nunca viveu em mim
(Posso chorar, posso cansar)
Mas meu coração nasceu assim
E mesmo ferido em não mudei
Nem devolvi o mal que recebi
Porque carater não se vende
E Nzambi olha por mim
(Ô gaiê)
Meu coração não virou maldade
(Ô Kalunga, ê, ô Kalunga, ê)
Mesmo ferido escolhi a verdade
Malembe amy, não morreu
Mesmo com tanta dor que apareceu
Quem leva luz dentro do peito
Nunca perde o caminho do céu
Nzambi conheci minha dor
Mesmo chorando eu continuo a espalhar amor
Eu acho difícil esquecer
Certas palavras que eu ouvi sofrer
Vieram cheias de intenção
Tentando matar minha direção
Não guardo ódio dentro do peito
Mas, também não escondo a cicatriz
Porque há dores que passam no rosto
Mas, ficam no alma a raiz
Hoje eu vejo diferente quem vem por amor ou conveniência
Porque o tempo revela sozinho
Quem tem alma e quem só aparência
E às vezes sorriu calado
(Mesmo com dor interior)
Porque quem já chorou escondido
(Aprendi a cantar com dor)
(Eu posso errar, posso falhar)
Mas, maldade nunca viveu em mim
(Posso cair, posso levantar)
Sem precisar destruir alguém, assim
E mesmo com marcas na alma
Ainda acredito no amor
Porque quem carrega luz no peito
Nunca vive espalhando dor
(Ô gaiêee)
A dor também ensina a viver
(Ô Kalungaê, ô Kalungaê)
Mas, não conseguiu me corromper
(No fim, no fim, no fim)
(No fim), no fim, o mais raro nesse mundo
E continuar bom depois de tanta dor