García
García abre los ojos y disfruta del paisaje
Andas pensando en lo que viene y se te olvida
Donde has llegado y lo cabrón que ha sido el viaje
Te acuerdas en calle Lydia tú jugando a la pelota
Siempre sintiéndote algo loca y algo rota
La más pequeña de los tres, y la más cuerda
Muchos creen que yo la tengo clara y que sé a dónde voy
Y aún en el espejo muchas veces no sé ni quien soy
Quiero bajar de este tren por un momento, pero no puedo
Y virar a los domingos con mi viejo, que fueron buenos
Voy (voy) soltando lo que pesa voy (voy)
Sanando mi cabeza estoy
Con quienes me interesa
Y tengo en mi esquina a los más bravos, aunque sean menos (uh, uh)
Aunque hoy seamos menos, sí
Tengo miedo de perderme en esta ola de ficción
Tengo miedo de morirme en un avión
A volverme una artista de cartón
A beberme todo el ron, y acabe en redes haciendo un buen papelón
Tengo miedo de que mi familia ya no llame
Porque de seguro Kany está de viaje
Tengo miedo de perderla a ella
Que se lleve al perro y no dejen huella
Ay, y cada día lo repito
Todos los caminos conducen a Puerto Rico
Para la gira, donde sea me alojo
Para la vida, una hamaca en Cabo Rojo
Quiero bajar de este tren por un momento, pero no puedo (pero no puedo)
Y virar a los domingos con mi viejo, que fueron buenos
Voy (voy) soltando lo que pesa voy (voy)
Sanando mi cabeza estoy
Con quienes me interesa
Y tengo en mi esquina a los más bravos, aunque sean menos (uh, uh)
Aunque hoy seamos menos
No me importa, no
García cierra los ojos y agradece porque sabes
De dónde vienes, pero a veces se te olvida
Donde has llegado y lo cabron, que ha sido el viaje
García
García abre os olhos e curte a paisagem
Você tá pensando no que vem e esquece
Onde chegou e o quanto foi foda a jornada
Lembra na rua Lydia, você jogando bola
Sempre se sentindo meio doida e meio quebrada
A mais nova dos três, e a mais sã
Muita gente acha que eu tenho tudo claro e sei pra onde vou
E ainda no espelho muitas vezes não sei nem quem sou
Quero descer desse trem por um momento, mas não consigo
E voltar aos domingos com meu velho, que foram bons
Vou (vou) soltando o que pesa, vou (vou)
Curando minha cabeça tô
Com quem me interessa
E tenho na minha esquina os mais bravos, mesmo que sejam menos (uh, uh)
Mesmo que hoje sejamos menos, sim
Tô com medo de me perder nessa onda de ficção
Tô com medo de morrer num avião
De me tornar uma artista de papelão
De beber todo o rum e acabar nas redes fazendo um papelão
Tô com medo de que minha família não ligue mais
Porque com certeza Kany tá viajando
Tô com medo de perdê-la
Que leve o cachorro e não deixem rastro
Ai, e todo dia eu repito
Todos os caminhos levam a Porto Rico
Pra turnê, onde for eu me hospedo
Pra vida, uma rede em Cabo Rojo
Quero descer desse trem por um momento, mas não consigo (mas não consigo)
E voltar aos domingos com meu velho, que foram bons
Vou (vou) soltando o que pesa, vou (vou)
Curando minha cabeça tô
Com quem me interessa
E tenho na minha esquina os mais bravos, mesmo que sejam menos (uh, uh)
Mesmo que hoje sejamos menos
Não me importa, não
García fecha os olhos e agradece porque sabe
De onde vem, mas às vezes esquece
Onde chegou e o quanto foi foda a jornada