Eu corro em cima da brasa acesa
No medo onde ninguém mergulha
Pedaço do fervente nos dedos dos pés
E nas mãos a chuva
Mas nem uso
Lá onde ninguém vai
Não tenho medo de ir
Eu não tenho medo de ir
A vida cai no chão feito podre
O rasgo por cima
Galho seco nos olhos que molham
Mas não sentem
Eu coro a cabeça de sangue
Coro a cabeça de sangue
Feixe de fogo pulso quente
Feixe de fogo pulso quente
Feixe de fogo pulso quente