Bez Pamiêci
Czasem chodzi ma ulica... Dziwne to, ze sam. Bez powodu, jak ty. Jego twarz uniesiona po nimb. Do mych okien krzyczy - Chleba!
Czasem chodzi ma ulica. W swoich dloniach ma dwoje malych jak pyl. Czy szesnascie lat, matko, do sil, gdy przy tobie ojca nie ma?
Starta na proch. Przez ludzi. Czcza kierat... by predzej to szlo. Tocza sie kamienie bez imienia.
Czasem chodzi ma ulica. W dlugi habit wlazl ...bez powodu, jak ty. Jego dlon uniesiona po nimb. Zmienia pieniadz w marzenia.
Wierzyl, ze on uzyje magicznych zabawek. Lecz ksiadz bawil sie zwyczajnie w doktora.
Czasem chowasz w swoje dlonie oczy pelne krwi, krwi zczernialej od lez. Ktory swiat, wznoszony po nimb. Czekajacym dal na probe stary szklany dom?
Sem Memória
Às vezes ando pela rua... Estranho isso, estar sozinho. Sem motivo, como você. Seu rosto erguido para o céu. Grita para minhas janelas - Pão!
Às vezes ando pela rua. Em suas mãos, tem duas pequenas como pó. Com dezesseis anos, mãe, sem forças, quando não tem pai ao seu lado?
Reduzido a pó. Por causa das pessoas. Vão e vêm... para que tudo isso passe logo. Rolam pedras sem nome.
Às vezes ando pela rua. Entrou em um longo manto... sem motivo, como você. Sua mão erguida para o céu. Transforma dinheiro em sonhos.
Ele acreditava que usaria brinquedos mágicos. Mas o padre se divertia apenas de médico.
Às vezes você esconde em suas mãos olhos cheios de sangue, sangue escurecido pelas lágrimas. Que mundo, elevado ao céu. Esperando por um velho casa de vidro como teste?