Sul de Tudo
Ninguém aqui
Parece me conhecer
E eu não gosto
Dos que conhecem
Todo mundo é tão frio
Quanto o tempo
É hora de comprar
Um par de tênis de viagem
Eu não preciso
Empacotar uma mala
Sem mapa pra me mostrar
Pra onde ir
Me dá uma troca
De roupas
E uma caixa de Oreos
E milhas sem fim
De estrada aberta
Eu vou
Pro sul de tudo
Onde o ar é doce
E os sinos da igreja tocam
De volta de onde eu venho
De volta de onde eu pertenço
Lá onde o sol
Brilha na chuva
E a vida passa
Num balanço na varanda
Você pode ficar
Com o frio amargo
Eu vou pra
Sul de tudo
Por que todo mundo
Está tão apressado?
Ninguém nunca ganha
Uma corrida de rato
E eles se perguntam por que
Tanta gente fica louca
Eu preciso sair
Deste lugar
Quando eu ouvir alguém
Perguntar como estou
Ou ver um estranho acenar
Atrás do volante
Então eu vou saber
Que estou indo
Na direção certa
Pela paz que eu sinto