395px

Herói Caído Ao-Chão

Kiko di Faria

Não era o velho oeste
Onde o Billy fora rei
Era aqui em Goiás
No nordeste eu bem sei

Entre a velha Capetinga e a bela Veadeiros
Sebastião Teles era o homem
Filho do velho tropeiro
Destemido e honrado
Se tornou o delegado
Pra lidar com os bandoleiros

Sendo a mão da justiça
O forte braço da lei
Não era o Billy the Kid
Mas no sertão foi um rei

Cruzava vãos e chapadas
Montado em seu alazão
Estava sempre na estrada
Comendo léguas de chão
Levando ordem e justiça
Pras quebradas do sertão

Andava sempre acompanhado
De dois amigos fiéis
Zé Soldado e Zé Brabo
Sempre a serviço da lei

São três homens e um destino
Combater a bandidagem
Levando ordem e justiça
Quer no campo ou na cidade

Viveram muitas aventuras
Por aquelas sertanias
Combatendo criminosos
Quer de noite ou de dia

Não importava a distância
Nem mesmo a situação
Enfrentavam sem ter medo
Arruaceiros e valentões
Que espalhavam o terror
Nas quebradas dos sertões

Mas até mesmo os bravos
Encontram o fim derradeiro
Depois de ladrões de gado
Valentões e bandoleiros

Tião Teles, o delegado
Mais valente do sertão
Encontrou a velha da foice
Na pequena São João

Foi o seu próprio vizinho
A quem estendera a mão um dia
Que tirou a sua vida e também de um filho seu
Em um crime hediondo, que ao sertão entristeceu
Até hoje ninguém sabe
Como foi que aconteceu

Ele que como um herói
A vida inteira viveu
Como um homem qualquer
Baleado, ao chão morreu

Essa balada, canta a saga
De Seu Tião Delegado
Sebastião Teles de Faria
Como fora batizado

Para que não sejam esquecidos
Sua honra e seu legado
Pois também os fortes morrem
Só o amor é imortal

Por amor canto essa balada
Desse nosso herói local

Composição: Kiko di Faria