395px

Assim, muito fica por escrever

Konstantin Wecker

So bleibt vieles ungeschrieben

Zwar: Da ist viel Ungereimtes,
und ich fand noch keine Normen,
meine Lieder und mein Leben
nach gemäßem Maß zu formen.

Viel zuviel kam mir dazwischen.
Wenn ich glaubte, ich sei richtig,
war mir eben neben einem
immer auch das andre wichtig.

Meistens renn ich meinem Denken
viel zu lange hinterher,
und kaum bin ich ausgewogen,
ist mir mein Gewicht zu schwer.

Aber eines ist geblieben,
daß ich schreibe, was ich meine,
und so teil ich mich, ihr Lieben,
und bleib immerfort der eine.

Und so zieht´s mich, und so treib ich,
renn davon und halte ein,
um mal zögernd und mal stürmisch,
immer aber Fluß zu sein.

Vieles, was ich von mir dachte,
war ich sicherlich noch nie,
und für vieles, was ich bin,
fehlt mir noch die Phantasie.

Meistens will ich auch nicht sehen,
was an Höllen in mir ist,
und verteile auf die andern
als Gerechter meinen Mist.

Aber eines ist geblieben,
daß ich schreibe, was ich meine,
und so teil ich mich, ihr Lieben,
und bleib immerfort der eine.

Und mag sein, das dauert an,
dieses Schwanken, dieses Flehn,
bleibt die Hoffnung, ich werd weiter
auch im Fallen zu mir stehn.

Und statt irgendwann mal nahtlos,
doch gelangweilt aufzugeben,
will ich lieber unvollendet,
doch dafür unendlich leben.

Und auch jetzt schon, voll von Wein,
bin ich hin und her gerissen,
schreib ich, weil ich´s besser weiß
oder wider bessres Wissen.

So bleibt vieles ungeschrieben,
doch das ist´s ja, was ich meine,
denn ich teile mich, ihr Lieben,
und bleib immerfort der eine.
Ja, ich teile mich, ihr Lieben,
und bleib immerfort der eine.

Assim, muito fica por escrever

De fato: Há muita coisa sem sentido,
e eu ainda não encontrei normas,
minhas canções e minha vida
para moldar em medida certa.

Muita coisa me atrapalhou.
Quando achava que estava certo,
sempre havia ao meu lado
algo mais que era importante.

Na maioria das vezes, corro atrás
do que eu penso por muito tempo,
e mal consigo me equilibrar,
meu peso acaba sendo demais.

Mas uma coisa ficou,
que eu escrevo o que eu sinto,
e assim me compartilho, queridos,
e continuo sendo o mesmo.

E assim me puxo, e assim me arrasto,
correndo e parando,
para às vezes hesitar e às vezes ser intenso,
mas sempre sendo um rio.

Muita coisa que pensei sobre mim,
com certeza eu nunca fui,
e para muitas coisas que sou,
falta-me ainda a imaginação.

Na maioria das vezes, não quero ver,
o que há de infernal em mim,
e distribuo aos outros
como um justo meu lixo.

Mas uma coisa ficou,
que eu escrevo o que eu sinto,
e assim me compartilho, queridos,
e continuo sendo o mesmo.

E pode ser que isso dure,
esse vacilar, esse implorar,
mas a esperança permanece, eu continuarei
ainda caindo, a me manter.

E ao invés de um dia desistir,
sem mais paciência e sem continuidade,
quero viver inacabado,
mas por isso, infinitamente.

E mesmo agora, cheio de vinho,
estou dividido entre dois lados,
escrevo, porque sei melhor
ou contra o que sei que é melhor.

Assim, muito fica por escrever,
mas é isso que eu quero dizer,
pois eu me compartilho, queridos,
e continuo sendo o mesmo.
Sim, eu me compartilho, queridos,
e continuo sendo o mesmo.