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A Primavera Voltou, Baronessa

Kult

Wróci Wiosna, Baronowo

Mówisz, ¿e ciê mi³oœæ mierzi - zmierŸ mnie sobie, wo³am, zmierŸ!
Spójrz, powiadasz, to s¹ piersi - kogó¿ natchnie taka pierœ?
A ja twierdzê - baronowo - wkrótce minie zima z³a,
Z wiosn¹ zaczn¹ siê na nowo nasze s³odkie trulla-la...
Znowu bêdê twój don Diego, znowu ksiê¿yc, znowu bzy,
Jak u Paw³a Geraldiego: sitwa zmys³ów, ja i ty.

I nie powie stary baron wiêcej do mnie "paszo³ won!",
Nie wypchnie za próg z gitar¹ - bowiem w grobie le¿y on.
Czarna kryje go pi¿ama, biedak goni³ resztk¹ si³
I - jak sta³ - w salonie zamarz³, bo otwarty lufcik by³.
Z³y baronie, dobrze tak ci - chcia³eœ nasz¹ mi³oœæ zgnieœæ,
Nasze s³odkie koci-³apci, ¿e tak powiem - nasz¹ p³eæ.

Na z³oœæ tobie wiosn¹ amor, co sekrety ró¿ne zna,
Uko³ysze nas tak samo w tym najs³odszym trulla-la.
Aktualnie jeszcze zima - jak¿e nie lubimy zim!
Nasze zmys³y w karbach trzyma i rozkwitn¹æ nie da im.
Ba! - przez ca³¹ Europê - "zimno" krzyczy dziad i wnuk
I zawieszam siê jak sopel pod okapem twoich nóg...

Lecz siê nie martw, baronowo, ju¿ przemija zima z³a,
Rozpoczniemy znów na nowo nasze s³odkie trulla-la!
Trulla, trulla, trulla, trulla, trulla, trulla, trulla-la!
Rozpoczniemy, ach, na nowo, nasze s³odkie trulla - la!

Dziœ widzia³em - to nie farsa, doœæ ju¿ mamy takich fars -
Jak jamniczek twój zamarza³, "siusiu" krzycza³, ³ka³ i marz³,
Wiêc go wzi¹³em na r¹czyny, otuli³em w ciep³y puch,
O, jamniczku mój jedyny, wycierpia³eœ siê za dwóch...
Na pierœ moj¹ marmurow¹ chodŸ jamniczku, gdy ci Ÿle,
A ty w³aœnie, baronowo, swym jamniczkiem zowiesz mnie.

Czemu dni weso³e nie s¹, czemu z oka p³ynie ³za?
Cierpliwoœci, baronesso, jeszcze miesi¹c, jeszcze dwa,
A powróc¹ nasze œwiêta, jak najprêdzej, pragn¹³bym,
Sza³ zmys³owy siê rozpêta! Huknie harfa - rym cym cym!
I poch³onie przepych kanap purpurowe serca dwa,
W górê uszy, ukochana! Trulla, trulla, trulla-la!

A Primavera Voltou, Baronessa

Você diz que o amor te incomoda - me mede então, eu grito, me mede!
Olha, você diz, isso são seios - quem se inspira com um peito assim?
E eu afirmo - baronessa - logo a má inverno vai passar,
Com a primavera, nossas doces trulla-la vão recomeçar...
Novamente serei seu don Diego, novamente a lua, novamente os lilases,
Como em Paulo Geraldiego: um turbilhão de sentidos, eu e você.

E o velho barão não vai mais me dizer "sai fora!",
Não vai me empurrar pra fora com a guitarra - pois ele está no caixão.
O preto o cobre com pijama, coitado, ele lutou até o fim
E - como estava - congelou na sala, pois a janela estava aberta.
Mau barão, bem feito pra você - quis esmagar nosso amor,
Nossos doces mimos, se é que posso dizer - nossa essência.

Pra te irritar, na primavera, o amor que conhece segredos diversos,
Vai nos embalar da mesma forma nesse trulla-la mais doce.
Atualmente ainda é inverno - como não gostamos do frio!
Nossos sentidos estão presos e não vão florescer.
Ah! - por toda a Europa - "frio" grita avô e neto
E eu me penduro como um icó sob o beiral dos seus pés...

Mas não se preocupe, baronessa, a má inverno já está passando,
Vamos recomeçar nossas doces trulla-la!
Trulla, trulla, trulla, trulla, trulla, trulla, trulla-la!
Vamos recomeçar, ah, nossas doces trulla-la!

Hoje eu vi - não é uma farsa, já temos farsa demais -
Como seu dachshund congelou, gritando "xixi", chorando e tremendo,
Então eu o peguei nos braços, o envolvi em um caloroso cobertor,
Oh, meu único dachshund, você sofreu por dois...
Sobre meu peito de mármore, venha, dachshund, se você estiver mal,
E você, baronessa, me chama com seu dachshund.

Por que os dias alegres não são, por que uma lágrima escorre do olho?
Paciência, baronessa, mais um mês, mais dois,
E nossas festas voltarão, como eu gostaria que fosse logo,
Um frenesi de sentidos vai se soltar! A harpa vai tocar - rima cym cym!
E vai engolir a opulência de dois corações púrpuras,
Levante as orelhas, minha amada! Trulla, trulla, trulla-la!

Composição: