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Nos Abismos Entre os Batimentos

Marlene Kuntz

Negli Abissi Fra I Palpiti

Quanti motivi per dir di te
negli abissi fra i palpiti!
Quante emozioni per scriverne,
come un pioniere partecipe
che fa ritorno da un viaggio di echi e rintocchi
in un reame di lugubri tonfi inarrestabili!

Quando tu ti rannuvoli,
e un temporale si appresta
a rovesciarti su tutti noi
come una pioggia repressa,
io sono pronto a farmi tuo ricettacolo:
per ogni goccia un oceano di empatie possibili.

L'infelicità non è che stimolo inevitabile.
La felicità non è che esito fugace.
Sei striggente eppur bellissima così come sei,
decorosa e tristemente chiusa in te.

E meglio dire che l'arte è
generosa fontana
o ritenere per giusto che
sia come una spugna,
che assorbe e s'imbeve di tutte le cose
con la curiosità e l'estasi della bontà?

Se non ti so aiutare
ad arginare la tempesta
tu lasciati consegnare
al mio tentativo migliore
di dare lustro alla tua dolorante dolcezza,
con le canzoni che concepisco intrise di te.

Nos Abismos Entre os Batimentos

Quantos motivos pra falar de você
nos abismos entre os batimentos!
Quantas emoções pra escrever sobre isso,
como um pioneiro participativo
que volta de uma viagem de ecos e sinos
em um reino de tonitruantes e tristes estrondos!

Quando você se nublar,
e uma tempestade se aproximar
pra desabar sobre todos nós
como uma chuva reprimida,
eu estou pronto pra ser seu abrigo:
para cada gota, um oceano de empatia possível.

A infelicidade não é nada além de um estímulo inevitável.
A felicidade não é mais que um resultado passageiro.
Você é apertada e ainda assim linda do jeito que é,
decorosa e tristemente fechada em si mesma.

E é melhor dizer que a arte é
uma fonte generosa
ou considerar que é justo que
seja como uma esponja,
que absorve e se embebe de todas as coisas
com a curiosidade e a êxtase da bondade?

Se eu não souber te ajudar
a conter a tempestade,
você se deixe entregar
o meu melhor esforço
pra dar brilho à sua doce dor,
com as canções que concebo impregnadas de você.

Composição: Cristiano Godano / Marlene Kuntz