Mondo Cattivo
Sì... ma quale gusto se sto perdendo fiducia e stimoli?
Sai, è proprio angusto il nostro mondo affollato di equivoci:
quanto più pudore tanti piu stronzi che non apprezzeranno mai.
Hey, è tetro e ingiusto questo assedio di intenti malevoli,
e vaffanculo il giusto alla schiera degli insensibili.
Beh, io mi ritiro: è un mondo cattivo in vari modi e ovunque vai.
Non voglio vivere, ma sopravvivere: è la mia intensità, son consapevole
e so convincermi che è proprio meglio così.
Ma a volte gira in me un dubbio labile: "Quale gusto c'è? Ma quale gusto c'è?"
e so persuadermi che ha senso chiedersi cose così
E forse, magari è vero, mi piacerebbe di più scivolare su tutto.
E forse, magari è vero, converrebbe di più essere semplici in tutto.
E forse, mi pare chiaro, funzionerebbe di più vivendosi bene tutto.
E forse, anzi: sicuro, io so che non riuscirò a fare questo del tutto.
Mai.
Mundo Ruim
Sim... mas qual é a graça se estou perdendo a confiança e os estímulos?
Sabe, nosso mundo é tão apertado, cheio de mal-entendidos:
quanto mais pudor, mais idiotas que nunca vão valorizar.
Ei, é sombrio e injusto esse cerco de intenções malignas,
e que se dane o certo diante da turma dos insensíveis.
Bem, eu vou me retirar: é um mundo ruim de várias formas e em todo lugar que você vai.
Não quero viver, mas sobreviver: essa é a minha intensidade, estou ciente
e sei me convencer que é melhor assim.
Mas às vezes surge em mim uma dúvida frágil: "Qual é a graça? Mas qual é a graça?"
e sei me convencer que faz sentido se perguntar essas coisas.
E talvez, quem sabe, seja verdade, eu gostaria mais de deslizar sobre tudo.
E talvez, quem sabe, seja verdade, seria mais fácil ser simples em tudo.
E talvez, me parece claro, funcionaria melhor viver tudo de boa.
E talvez, na verdade: com certeza, eu sei que não vou conseguir fazer isso completamente.
Nunca.