LVDTQ
Dónde está, dónde está
Ya se fue y no volverá
Son mis ganas de sanar
Escribir bien estando mal
Ya da igual, ya da igual
Borra mis huellas al pasar
Que ya nunca volverán
Mi cabeza en la tiza
Tu recuerdo en mi ceniza
Sé que llueve en tus pupilas
Quiero ser tu parabrisas
Me encuentro bebiendo a solas
Me perdí en tu sonrisa
Mi cubata fue tu boca
Mis piernas fueron tu misa
Quiero que te vaya bien pero
Las fotos no son tu piel
Tu olor está en mis paredes
No volviste y siempre vuelves
Y ahora pongo música en el coche
Porque no quiero pensar
Repetirme que no existes
Pa' no tener que olvidar
Uuuh, uuh
Si me ves estoy de paso
Fumo al ritmo de tus pasos
Formo inviernos con las manos
Desde el verano en tu cuarto
Dame luz o quítamela
Días en paz, noches en guerra
Vuelve a ser aquella piedra
Con la que quería tropezar
Y lo siento si no siento
No lo asiento por si acierto
Fui tu viaje y tú mi asiento
Donde ver pasar el tiempo
Ya no miento aunque presiento
Que tú eres uno y como yo hay cientos
Mátame y falta a mi entierro
Soy la víctima de un te quiero
LVDTQ
Onde está, onde está
Já se foi e não voltará
São minhas vontades de curar
Escrever bem estando mal
Já tanto faz, já tanto faz
Apaga minhas pegadas ao passar
Que nunca mais voltarão
Minha cabeça na lousa
Sua lembrança em minhas cinzas
Sei que chove em seus olhos
Quero ser seu pára-brisa
Me encontro bebendo sozinho
Me perdi em seu sorriso
Meu drink foi sua boca
Minhas pernas foram sua missa
Quero que você vá bem mas
As fotos não são sua pele
Seu cheiro está em minhas paredes
Você não voltou e sempre volta
E agora coloco música no carro
Porque não quero pensar
Repetir que você não existe
Para não ter que esquecer
Uuuh, uuh
Se me ver, estou de passagem
Fumo no ritmo de seus passos
Formo invernos com as mãos
Desde o verão em seu quarto
Me dê luz ou tire-a de mim
Dias em paz, noites em guerra
Volte a ser aquela pedra
Com a qual eu queria tropeçar
E sinto muito se não sinto
Não o aceito por se acertar
Fui sua viagem e você meu assento
Onde ver passar o tempo
Já não minto embora pressinta
Que você é único e como eu há centenas
Me mate e falte a meu enterro
Sou a vítima de um eu te amo