El Gran Varón (simón)
En la sala de un hospital
a las 9:43 nació Simón
es el verano del '76
el orgullo de Don Andrés
por ser varón.
Fue criado como los demás
con mano dura con serenidad
nunca opinó.
Cuando crezcas vas a estudiar,
lo mismo que tu papa
óyelo bien,
tendrás que ser gran señor.
Al extranjero se fue Simón
lejos de casa se le olvidó
aquel sermón
cambió la forma de caminar,
usaba falda, lápiz labial
y un carterón.
Cuenta la gente que un dia el papá
fue a visitarlo sin avisar,
vaya que error
y una mujer le habló al pasar
le dijo,
Hola que tal papa
Como te va?
No me conoces,
yo soy Simón
Simón tu hijo,
El gran Varón
No se puede corregir
a la naturaleza
palo que nace doblado,
jamas su tronco endereza.
Se dejo llevar,
por lo que dice la gente
Su padre jamas le hablo
Lo abandono para siempre.
No se puede corregir
a la naturaleza
palo que nace doblado,
jamas su tronco endereza
No te quejes Andrés
no te quejes por nada
si del cielo te caen limones
aprende hacer limonada.
No se puede corregir
a la naturaleza
palo que nace doblado,
jamas su tronco endereza.
Y mientras pasan los años
el viejo cediendo un poco
Simón ya ni le escribía
Andrés estaba furioso.
No se puede corregir
a la naturaleza
palo que nace doblado,
jamas su tronco endereza.
Hay que tener compasión
basta de moraleja
y el que este libre de pecado,
que tire la primera piedra.
No se puede corregir
a la naturaleza
palo que nace doblado,
jamas su tronco endereza.
El que nunca perdona
tiene el destino cierto
de vivir amargos recuerdos
en su propio invierno.
No se puede corregir
a la naturaleza
palo que nace doblado,
jamas su tronco endereza.
Por fin hubo noticias
de donde su hijo estaba
Andrés nunca olvido el día
de esa triste llamada.
En la sala de un Hospital
de una extraña enfermedad
murió Simón.
Ese verano del 96
al enfermo de la cama 10
nadie lloró
Simón, Simón
Simón.
O Grande Varão (Simón)
Na sala de um hospital
às 9:43 nasceu Simón
é o verão de 76
o orgulho de Don Andrés
por ser varão.
Foi criado como os outros
com mão firme e serenidade
nunca opinou.
Quando crescer, vai estudar,
o mesmo que seu pai
ouça bem,
você terá que ser um grande senhor.
Foi pra fora o Simón
longe de casa, esqueceu
aquele sermão
mudou a forma de andar,
usava saia, batom
e uma bolsa grande.
Dizem que um dia o pai
foi visitá-lo sem avisar,
que erro!
e uma mulher falou ao passar
ela disse,
Oi, tudo bem, pai?
Como você está?
Não me conhece,
Eu sou Simón
Simón, seu filho,
O Grande Varão.
Não se pode corrigir
a natureza
pau que nasce torto,
jamais seu tronco endireita.
Deixou-se levar
pelo que diz o povo
Seu pai nunca mais falou com ele
O abandonou pra sempre.
Não se pode corrigir
a natureza
pau que nasce torto,
jamais seu tronco endireita.
Não reclame, Andrés
não reclame de nada
se do céu caem limões
aprenda a fazer limonada.
Não se pode corrigir
a natureza
pau que nasce torto,
jamais seu tronco endireita.
E enquanto os anos passam
o velho cedendo um pouco
Simón já nem escrevia
Andrés estava furioso.
Não se pode corrigir
a natureza
pau que nasce torto,
jamais seu tronco endireita.
É preciso ter compaixão
basta de moralismo
e quem estiver livre de pecado,
que atire a primeira pedra.
Não se pode corrigir
a natureza
pau que nasce torto,
jamais seu tronco endireita.
Quem nunca perdoa
tem um destino certo
de viver amargas lembranças
no seu próprio inverno.
Não se pode corrigir
a natureza
pau que nasce torto,
jamais seu tronco endireita.
Finalmente houve notícias
de onde seu filho estava
Andrés nunca esqueceu o dia
daquela triste ligação.
Na sala de um hospital
de uma doença estranha
morreu Simón.
Aquele verão de 96
na cama 10, o doente
ninguém chorou
Simón, Simón
Simón.