Cuervos
Que nunca vuelen acechando sobre ti estos cuervos
Que se llevan en sus picos nuestros días
Que se llevan en sus garras los recuerdos
Que nunca soplen los demonios contra ti esta bruma
Que te deja el corazón enloquecido
Que te deja solo aullándole a la Luna
A veces, necesito
Llegar hasta el infierno
Para volver a valorar esto que tú me das
A veces, nada te detiene cuando vas descendiendo
Y en el fondo, no se encuentra la salida
En el fondo, solo existen los comienzos
A veces necesito
Llegar hasta el infierno
Para volver a valorar
A veces, necesito
Entrar al mismo infierno
Para volver a valorar esto que tú me das
Corvos
Que nunca voem espreitando sobre você esses corvos
Que levam em seus bicos nossos dias
Que levam em suas garras as memórias
Que nunca soprem os demônios contra você essa bruma
Que deixa seu coração enlouquecido
Que te deixa só uivando para a Lua
Às vezes, eu preciso
Chegar até o inferno
Pra voltar a valorizar isso que você me dá
Às vezes, nada te para quando você vai descendo
E no fundo, não se encontra a saída
No fundo, só existem os começos
Às vezes eu preciso
Chegar até o inferno
Pra voltar a valorizar
Às vezes, eu preciso
Entrar no próprio inferno
Pra voltar a valorizar isso que você me dá