Camellos de Derechas
Sexo, agresión de latex desafinado
los gatos acuden cuando se pudre el pescado
el profeta fumado azota fariseos
en la puerta del mercado
infectada por la peste
de mártires yanquis suicidas con camisas a cuadros
también sus pies de barro se los comen los gusanos
en sus tumbas psicodélicas su cielo regalado por la MTV.
Sueños, camellos de derechas
muñequitas lesbianas
saben que no sale el sol los fines de semana
jardinero tú que entraste en el jardín del amor
de las flores que probaste cual te dio el subidón.
Tengo, dentro el mismo infierno
de calderas a fuego lento
donde listo cuece el bakalao
que el cordero toma sintetizado
tabique nasal, lavabo, vale...
Si la química no cura el mal de amores
canta y no llores
o que la lluvia de tus ojos
moje todos los rincones.
Que no, que no, que no
que tururururú
que yo a tí no te quiero
como a mí me quieres tú.
Camelos de Direita
Sexo, agressão de látex desafinado
os gatos aparecem quando o peixe apodrece
o profeta chapado esculacha fariseus
na porta do mercado
infectada pela peste
de mártires ianques suicidas com camisas xadrez
também seus pés de barro são devorados pelos vermes
em suas tumbas psicodélicas, seu céu dado pela MTV.
Sonhos, camelos de direita
bonequinhas lésbicas
sabem que o sol não brilha nos finais de semana
jardineiro, você que entrou no jardim do amor
das flores que provou, qual te deu a sensação.
Eu tenho, dentro do mesmo inferno
de caldeiras a fogo lento
donde o esperto cozinha o bakalao
que o cordeiro toma sintetizado
nariz entupido, banheiro, beleza...
Se a química não cura o mal de amores
canta e não chora
ou que a chuva dos seus olhos
molhe todos os cantos.
Que não, que não, que não
que tururururú
que eu a você não quero
como você me quer.