395px

Ódio

La Cabra Mecánica

Odio

Atardecer color sepia,
tipo ocho de la tarde, mes de mayo,
en sus aún prematuras patas de gallo.
En su agridulce mirada,
que sonría, mezcla entre gente enrrollada
y niña resabiada de periferia.

Odio los cojines por el suelo,
odio el sexo por experimento,
odio oírla recitar.
Odio mientras decora mi casa
entre multiétnica y vanguardia
de suplemento dominical.
Odio levantarme o no acostarme pa ir al rastro,
odio tomar vinitos,
odio el afterhours,
¡odio a la puta humanidad!,
odio el amor, odio el odio,
odio el amor-odio,
y cuanto más odio, más me odio,
más odio por odiar.
Chu ru ru, chu ru ru ru ru rup.

Ya ni me la pone dura,
su estudiada locura de diva afterhours,
bailando por las calles.
Entre golpes de suerte y palos,
paso sonado factura al cajón de la desidia.
Los agujeros de mis zapatos me están matando...
Chu ru ru, chu ru ru ru ru ru.
Los ojos llenos de nubes,
las botas llenas de mierda.

Ódio

Pôr do sol cor de sépia,
tipo oito da noite, mês de maio,
com suas ainda prematuras patas de galo.
Em seu olhar agridoce,
que sorri, mistura de gente enrolada
e menina esperta da periferia.

Odio os almofadões pelo chão,
odio o sexo como experimento,
odio ouvi-la recitar.
Odio enquanto decora minha casa
entre multiétnica e vanguarda
do suplemento dominical.
Odio levantar ou não deitar pra ir à feira,
odio tomar uns vinhos,
odio o afterhours,
¡odio a puta da humanidade!,
odio o amor, odio o ódio,
odio o amor-ódio,
e quanto mais odeio, mais me odeio,
mais ódio por odiar.
Chu ru ru, chu ru ru ru ru rup.

Já nem me deixa excitado,
sua loucura estudada de diva afterhours,
dançando pelas ruas.
Entre golpes de sorte e pancadas,
passo sonado cobra no caixa da apatia.
Os buracos dos meus sapatos estão me matando...
Chu ru ru, chu ru ru ru ru ru.
Os olhos cheios de nuvens,
as botas cheias de merda.