Panorami Sotto Vetro
Se tornerò
come la neve
mi sentirai
poi di vento verrà
se tornerò
sarò bambino
madre con te
salvo riposerò
scorrendo gli occhi suoi
lacrime incredule
lei che non capirà
lei che non si perdonerà
panorami sotto vetro
giorni giorni giorni
spesi a fingere normalità
e promesse sotto vetro
niente niente niente più
d'inutili parole ormai
identico
sarà l'inverno
ricordi avrà
poi di freddo dimentica
infetta da follia
fiore che sanguina
se tornerò
poche ore di tregua
scorrono immagini
e resti di favole
chiodo che penetra
taglienti lastre d'anima
panorami sotto vetro
giorni giorni giorni
spesi a fingere normalità
e risposte sotto vetro
niente niente niente più
d'inutili parole ormai
… parole ormai
Panoramas Sob Vidro
Se eu voltar
como a neve
você vai me sentir
então o vento vai chegar
se eu voltar
serei uma criança
mãe, com você
salvo, vou descansar
seus olhos escorrem
lágrimas incrédulas
ela que não vai entender
ela que não vai se perdoar
panoramas sob vidro
dias, dias, dias
gastos a fingir normalidade
e promessas sob vidro
nada, nada, nada mais
de palavras inúteis agora
idêntico
será o inverno
lembranças terá
então do frio, esquece
infectada pela loucura
flor que sangra
se eu voltar
poucas horas de trégua
imagens escorrem
e restos de fábulas
unha que penetra
lâminas cortantes da alma
panoramas sob vidro
dias, dias, dias
gastos a fingir normalidade
e respostas sob vidro
nada, nada, nada mais
de palavras inúteis agora
… palavras agora