Flores Amargas
Esperarán a que caiga la noche para salir
A devorarse los cuerpos de los mendigos.
Porque las flores amargas
Que crecen en tu balcón.
Son la visión más exacta
De lo que tengo en el corazón...
Sobre mi esternón, un talismán.
Toda mi corteza es un imán.
Voy a mentirte una vez más,
Antes que te pongas a llorar.
Van a llegar a esta ciudad,
De noche, en silencio y sin avisar.
Como un misil sobre bagdad.
Como un huracán de miedo...
Nunca viví cerca del mar
Y me acostumbré a dormir así.
Es que no ves que no doy más
Es cosa seria esta soledad...
Flores Amargas
Esperarão a noite cair pra sair
Pra devorar os corpos dos mendigos.
Porque as flores amargas
Que crescem no seu balcão.
São a visão mais exata
Do que eu guardo no coração...
Sobre meu esterno, um talismã.
Toda minha casca é um imã.
Vou te mentir mais uma vez,
Antes que você comece a chorar.
Vão chegar a essa cidade,
De noite, em silêncio e sem avisar.
Como um míssil sobre Bagdá.
Como um furacão de medo...
Nunca vivi perto do mar
E me acostumei a dormir assim.
É que não vê que não aguento mais
É coisa séria essa solidão...