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"Dois Cristais"

La Oreja de Van Gogh

Dos Cristales

Existen dos cristales
Para descubrir el mundo
Existen siempre mil males
Que son buenos para el zurdo

Personas que desean
Que el cosmos se haga normal
Personas que imploran
Que no lo sea ya

Ilusos que hoy arroja
A la fuente sus monedas
Realistas que no dudan
En mojarse y cogerlas
Por eso yo te digo
Que hay dos tipos de dialectos
Que hay dos tipos de secretos
Fundidos en uno mismo

No es fácil elegir
Dos mil formas de sentir
Dos mil formas de vivir
Tendrás que aprender a escuchar
Al duende que está ahí, en ti

Tenemos dos mitades
Separadas por un hilo
Y ese hilo, por su parte
Mil cantones divididos

Buscamos insaciables
Lo sincero de nosotros
La facción incorruptible
Lo que es sólido en todos

Ese átomo que diga
Que tiremos las monedas
A esa fuente cristalina
Donde el cosmos se genera

Por eso yo te digo
Que hay dos tipos de dialectos
Que hay dos tipos de secretos
Fundidos en uno mismo

No es fácil elegir
Dos mil formas de sentir
Dos mil formas de vivir
Tendrás que aprender a escuchar
Al duende que está ahí, en ti

"Dois Cristais"

Existem dois cristais
Para descobrir o mundo,
Existem sempre mil males
Que são bons para o canhoto

Pessoas que desejam
Que o cosmo seja normal
Pessoas que imploram
Que não seja já.

Enganados que hoje atiram
Suas moedas na fonte,
Realistas que não vacilam
Em se molhar para pegá-las.
Por isso te digo
Que há dois tipos de dialetos
Que há dois tipos de segredos
Fundidos num único.

Não é fácil escolher
Duas mil formas de sentir
Duas mil formas de viver.

Terá que aprender a escutar
O duende que está aí, em você

Temos duas metades
Separadas por um fio
E esse fio, por sua parte,
Parte mil cantos divididos

Buscamos insaciáveis
O sincero de nós
A facção incorrupta
O que é sólido em todos.

Esse átomo que diga
Que atiramos as moedas
Nessa fonte cristalina
Onde o cosmo se gera.

Por isso te digo
Que há dois tipos de dialetos
Que há dois tipos de segredos
Fundidos num único.

Não é fácil escolher
Duas mil formas de sentir
Duas mil formas de viver.

Terá que aprender a escutar
O duende que está aí, em você

Composição: Amaia Montero, La Oreja de Van Gogh