En La Espera Taskino
Camélame desde más cerca siendo tú
El cielo ya ha pintado a tus orejas de azul
Y, de la presión, te cuesta respirar
Las montañas se han movido adonde estás
Salgo ya del agua que las algas se han quedado enganchadas
Sabes que falta tiempo y que en la tierra no se puede respirar
Y con la resaca vuelves hacia el mar
Yo me agarro de tu pelo sin pensar
Y muero en la profundidad
La noche nunca se va a estrellar
Solo el roce de tu coño al respirar
No creo en Dios y sí en tu hora de volver
Que poco a poco ato la soga con mi piel
Y vomito a deshoras el corazón
Va cayendo tras las olas como el Sol
Me quedo sin palabras por romper con la garganta esta canción
Me imagino tu pelo disparado como escarpias sin control
Agujereas mi espalda de cartón
Y dibujas la distancia entre los dos
No sé que pensar si la Luna está detrás
Probaré a invertir nuestra realidad, y así
Y muero en la profundidad
La noche nunca se va a estrellar
Solo el roce de tu coño al respirar
Na Espera Taskino
Me acalma mais de perto sendo você
O céu já pintou suas orelhas de azul
E, da pressão, você tem dificuldade para respirar
As montanhas se moveram para onde você está
Já saio da água onde as algas ficaram presas
Você sabe que falta tempo e que na terra não se pode respirar
E com a ressaca você volta para o mar
Eu seguro seu cabelo sem pensar
E morro na profundidade
A noite nunca vai se estrelar
Apenas o roçar da sua respiração
Não acredito em Deus, mas sim na sua hora de voltar
Que aos poucos amarro a corda com minha pele
E vomito a qualquer hora o coração
Ele vai caindo atrás das ondas como o Sol
Fico sem palavras por quebrar com a garganta essa canção
Imagino seu cabelo arrepiado sem controle
Você perfura minhas costas de papelão
E desenha a distância entre nós dois
Não sei o que pensar se a Lua está atrás
Vou tentar inverter nossa realidade, e assim
E morro na profundidade
A noite nunca vai se estrelar
Apenas o roçar da sua respiração
Composição: Luis Abril Martín