De No Olvidar
Y tu recuerdo
Permanecido
Me está diciendo, me está diciendo
Que no hay olvido
Breve es mi canto
Que note olvida
Piel y latido, piel y latido
Sombra encendida
Llevo en el alma,
como puñales,
filos metidos, filos metidos
en manantiales
Ya no te espero
Nada me explico
Madero muerto, madero muerto
te crucifico
a qué has venido
vuelve al pasado
déjame solo, déjame solo
quién te ha llamado
Llevo en el alma
como puñales
filos metidos, filos metidos
en manantiales
De Não Esquecer
E sua lembrança
Permanecida
Está me dizendo, está me dizendo
Que não há esquecimento
Breve é meu canto
Que não se apaga
Pele e batida, pele e batida
Sombra acesa
Levo na alma,
como facadas,
afiados cravados, afiadas cravadas
em nascentes
Já não te espero
Nada me explica
Madeira morta, madeira morta
te crucifico
Pra que você veio
volta pro passado
deixa eu sozinho, deixa eu sozinho
quem te chamou
Levo na alma
como facadas
afiados cravados, afiadas cravadas
em nascentes
Composição: Alfredo Zitarrosa