(Zucca)2
niente può tutta la macchina esistente contro il processo che ho innescato, mentre all'ombra del cervello, spuntano brillando bianchi semi piatti
raccolgo ciò che ho seminato mentre cullo con amore il nuovo nato / celebrale tumore mangereccio
ubertoso cucurbito cranico
"il mio amico immaginario è a fusto sdraiato, peloso, cavo, ha foglie grandi e ruvide, e fiori solitari a corolla campanulata,aranciata, frutto di una voluminosa poponide odorosa
niente può il mio unico nemico che è sempre stato qui ad assediarmi con un esercito di cose
cose precisissime
cose insensate, neanchio posso niente/ DISSODO LA NUCA INTERRO LA PIANTA/MI APRO LA ZUCCA E IMPIANTO LA VITA/SENTO LA RADICE DENTRO IL MIO MELONE E NON E' FINITA/LO SENTO IL POPONE MENTRE SI FA SPAZIO/ED E' IL SUO CREPACCIO CHE AVANZA NEL CRANIO/DIRAMA LE FOGLIE COL PIGLIO DEL TARLO/NIENTE PuO' FERMARLO
SI NUTRE DI ME /Lento e acquoso, allaga il mio buonsenso Spunta di sbieco dalle orbite un virgulto. non mollo l'inutilità.
(Zucca)2
nada pode toda a máquina existente contra o processo que eu desencadeei, enquanto à sombra do cérebro, brotam brilhando sementes brancas e planas
recolho o que semeei enquanto embalo com amor o recém-nascido / tumor cerebral comilão
abundante cabaça craniana
"meu amigo imaginário é um tronco deitado, peludo, oco, tem folhas grandes e ásperas, e flores solitárias em forma de sino, alaranjadas, fruto de uma volumosa e cheirosa melancia
nada pode meu único inimigo que sempre esteve aqui me cercando com um exército de coisas
coisas precisas
coisas sem sentido, eu também não posso nada / DESFAÇO O PESCOÇO INTERROMPO A PLANTA / ABRO A ABÓBORA E IMPLANTO A VIDA / SINTO A RAIZ DENTRO DO MEU MELÃO E NÃO ACABOU / SINTO A MELANCIA ENQUANTO FAZ ESPAÇO / E É A FISSURA QUE AVANÇA NO CRÂNIO / DESENROLA AS FOLHAS COM O PULSO DO BROTO / NADA PODE PARÁ-LO
SE NUTRE DE MIM / Lento e aguado, alaga meu bom senso Brota de lado das órbitas um broto. não largo a inutilidade.