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Milagre

Laura Canoura

Milagro

Cuando se acerca tu mano
Y cubre con tules de olvido mis penas
Siento que corre en mis venas
El vino mas dulce y claro de esta tierra.
Y si me invade tu ausencia
Se queda en mis ojos
La sal de la espera,
Como un océano tibio
Me abraza y sucede...
El milagro regresa.
Como suspiro del viento
Envuelto en la niebla
Me llega tu aliento,
Dejándome entre los labios
Olor de jazmines
En forma de besos.
Y cuando oigo tus pasos
Dentro de la casa
Mientras llueve afuera,
Me pregunto si el milagro
No querrá quedarse
Otra primavera.
Yo no sé
Que sabor tendrán tus besos
Cuando empieza a amanecer
Sólo sé que me gustaría probarlos
Alguna vez.
Yo no sé cuando acaban los milagros
Ni lo quiero saber
Solo quiero que despiertes a mi lado
Alguna vez.

Milagre

Quando sua mão se aproxima
E cobre com véus de esquecimento minhas dores
Sinto que corre em minhas veias
O vinho mais doce e claro desta terra.
E se sua ausência me invade
Fica nos meus olhos
A sal da espera,
Como um oceano morno
Me abraça e acontece...
O milagre retorna.
Como um suspiro do vento
Envolto na névoa
Teu hálito me alcança,
Deixando entre meus lábios
O cheiro de jasmim
Em forma de beijos.
E quando ouço teus passos
Dentro de casa
Enquanto chove lá fora,
Me pergunto se o milagre
Não vai querer ficar
Mais uma primavera.
Eu não sei
Que sabor terão teus beijos
Quando começa a amanhecer
Só sei que gostaria de prová-los
Alguma vez.
Eu não sei quando acabam os milagres
Nem quero saber
Só quero que você acorde ao meu lado
Alguma vez.

Composição: