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QUANDO NINGUÉM ME VÊ

Laura Pausini

CUANDO NADIE ME VE

A veces me elevo, doy mil volteretas
A veces me encierro tras puertas abiertas
A veces te cuento por qué este silencio
Y es que a veces soy tuya y a veces del viento

A veces de un hilo y a veces de un ciento
Y hay veces, mi vida, te juro que pienso
¿Por qué es tan difícil sentir como siento?
Sentir, como siento, que sea difícil
Ah, ah

A veces te miro y a veces te dejas
Me prestas tus alas, revisas tus huellas
A veces por todo, aunque nunca me falles
A veces soy tuya y a veces de nadie

A veces, te juro de veras que siento
No darte la vida entera, darte solo esos momentos
¿Por qué es tan difícil? Vivir, solo es eso
Vivir, solo es eso, ¿por qué es tan difícil?
Ah, ah

Cuando nadie me ve, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve, pongo el mundo al revés
Cuando nadie me ve, no me limita la piel
Cuando nadie me ve, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve

A veces me elevo, doy mil volteretas
A veces me encierro tras puertas abiertas
A veces te cuento por qué este silencio
Es que a veces soy tuya y a veces
Del viento
Del viento
Uh, ah, ah-ah

Te escribo desde los centros de mi propia existencia
Donde nacen las ansias, la infinita esencia
Hay cosas muy tuyas que yo no comprendo
Y hay cosas tan mías, pero es que yo no las veo

Supongo que pienso que yo no las tengo
No entiendo, mi vida, se encienden los versos
Que a oscuras te puedo, lo siento, no acierto
No enciendas las luces, que tengo desnudos
El alma y el cuerpo

Cuando nadie me ve, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve, me parezco a tu piel
Cuando nadie me ve, yo pienso en él también
Cuando nadie me ve, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve, no me limita la piel
Cuando nadie me ve, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve, no me limita la piel
Puedo ser, puedo ser o no ser
Cuando nadie me ve

A veces me elevo, doy mil volteretas
Te encierro en mis ojos tras puertas abiertas
A veces te cuento por qué este silencio
Es que a veces soy tuya y a veces del viento

A veces del viento
Soy tuya y del viento
A veces soy tuya
Y del viento, el viento, el tiempo, el viento

Hay veces del tiempo
Ah
Ah, cuando nadie me ve
Nadie me ve
Me ve

QUANDO NINGUÉM ME VÊ

Às vezes eu me elevo, dou mil piruetas
Às vezes me fecho atrás de portas abertas
Às vezes te conto por que esse silêncio
E é que às vezes sou sua e às vezes do vento

Às vezes de um fio e às vezes de um cento
E tem vezes, minha vida, te juro que penso
Por que é tão difícil sentir como sinto?
Sentir, como sinto, que seja difícil
Ah, ah

Às vezes te olho e às vezes você se deixa
Me empresta suas asas, revisa suas marcas
Às vezes por tudo, mesmo que nunca me falhe
Às vezes sou sua e às vezes de ninguém

Às vezes, te juro de verdade que sinto
Não te dar a vida inteira, te dar só esses momentos
Por que é tão difícil? Viver, só é isso
Viver, só é isso, por que é tão difícil?
Ah, ah

Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê, coloco o mundo de cabeça pra baixo
Quando ninguém me vê, a pele não me limita
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê

Às vezes eu me elevo, dou mil piruetas
Às vezes me fecho atrás de portas abertas
Às vezes te conto por que esse silêncio
É que às vezes sou sua e às vezes
Do vento
Do vento
Uh, ah, ah-ah

Te escrevo do centro da minha própria existência
Onde nascem as ansias, a essência infinita
Tem coisas muito suas que eu não compreendo
E tem coisas tão minhas, mas é que eu não as vejo

Suponho que penso que eu não as tenho
Não entendo, minha vida, se acendem os versos
Que no escuro eu posso, sinto, não acerto
Não acenda as luzes, que estou nu
A alma e o corpo

Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê, me pareço com sua pele
Quando ninguém me vê, eu penso nele também
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê, a pele não me limita
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê, a pele não me limita
Posso ser, posso ser ou não ser
Quando ninguém me vê

Às vezes eu me elevo, dou mil piruetas
Te fecho nos meus olhos atrás de portas abertas
Às vezes te conto por que esse silêncio
É que às vezes sou sua e às vezes do vento

Às vezes do vento
Sou sua e do vento
Às vezes sou sua
E do vento, o vento, o tempo, o vento

Tem vezes do tempo
Ah
Ah, quando ninguém me vê
Ninguém me vê
Me vê