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O Piano da Praia

Laurent Voulzy

Le Piano De La Plage

Le vieux pinao de la plage ne joue qu'en fa qu'en fatigué
Le vieux piano de la plage possède un la qui n'est pas gai
Un si cassé qui se désole
Un mi fané qui le console
Un do brûlé par le grand soleil du mois de juillet
Mais quand il joue pour moi les airs anciens que je préfère
Un frisson d'autrefois
M'emporte alors dans l'atmosphère
D'un grand bonheur dans une petite chambre
Mon jolie coeur du mois de septembre
Je pense encore encore à toi
Do mi si la

Le vieux piano de la plage ne joue qu'en sol en solitude.
Le vieux piano de la plage à des clients dont l'habitude
Est de danser samedi dimanche.
Les autres jours seuls sur les planches
Devant la mer qui se souvient il rêve sans fin...
C'est alors que je sors tout courbatu
De ma cachette
Et que soudain dehors tremblant, ému,
Devant lui je m'arête
Et c'est inouï tout ce que je retrouve
Comme cette musique jolie m'éprouve
Me fait du mal me fait du bien
Je n'en sais trop rien

Adieu, adieu piano tu sais combien peuvent être cruelles
Ces notes que tu joues faux mais dans mon coeur ouvrant ses ailes
S'éveillent alors la douce rengaine
De mon heureux sort ou de mes peines.
Lorsque tu tapes, tapes, toute la semaine mais le samedi
Quand les jeunesses débarquent
Tu sais alors brigand de la plage
Que ton souvenir les marques
Et qu'un beau soir passé le bel âge
Un autre que moi deva

O Piano da Praia

O velho piano da praia só toca em fá, só em cansaço
O velho piano da praia tem um lá que não é feliz
Um si quebrado que se lamenta
Um mi murchado que o consola
Um dó queimado pelo grande sol de julho
Mas quando ele toca pra mim as músicas antigas que eu prefiro
Um arrepio de outrora
Me leva então pra atmosfera
De uma grande felicidade em um quarto pequeno
Meu lindo coração de setembro
Ainda penso, penso em você
Dó mi si lá

O velho piano da praia só toca em sol, na solidão.
O velho piano da praia tem clientes que têm o hábito
De dançar sábado e domingo.
Nos outros dias, só nas tábuas
Diante do mar que se lembra, ele sonha sem fim...
É então que eu saio todo dolorido
Do meu esconderijo
E que de repente lá fora, tremendo, emocionado,
Diante dele eu paro
E é incrível tudo que eu redescubro
Como essa música linda me toca
Me faz mal, me faz bem
Não sei muito bem

Adeus, adeus piano, você sabe como podem ser cruéis
Essas notas que você toca desafinado, mas no meu coração, abrindo suas asas
Despertam então a doce melodia
Do meu destino feliz ou das minhas dores.
Quando você toca, toca, a semana toda, mas no sábado
Quando a juventude chega
Você sabe então, bandido da praia
Que sua lembrança os marca
E que numa bela noite, passado o belo tempo
Outro que não eu deve...

Composição: Charles Trénet