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Medo

Leonel García

Miedo

No me toques,
no me toques con tus manos congeladas,
no me mires con tus ojos que en verdad no miran nada.
Y nunca me abraces, no haremos las pases,
deja ya de usar disfraces.

No me asustas, no me gustas con tus dudas afiladas.
No me harás boquear que la verdad ahora está muy clara.
Y deja de quejarte, lárgate a otra parte,
no me importa lastimarte.

Miedo, yo no podré vivir contigo.
Miedo, que contaminas todo, y envenenas todo.
Miedo, a no llegar, a estar perdido.
Miedo, sé que me quieres ver perder el juego.

Ya no me provoques, vete, me resultas aburrido.
No me importa lo que digas,
yo soy libre y tú has perdido.
Hoy te haré la guerra, te echaré por tierra,
hoy la puerta se te cierra.

Miedo, yo no podré vivir contigo.
Miedo, que contaminas todo, y envenenas todo.
Miedo, a no llegar, a estar perdido.
Miedo, sé que me quieres ver perder el juego.

Medo

Não me toque,
não me toque com suas mãos congeladas,
não me olhe com seus olhos que na verdade não veem nada.
E nunca me abrace, não faremos as pazes,
deixa de usar disfarces.

Não me assusta, não me agrada com suas dúvidas afiadas.
Não vai me fazer engasgar, que a verdade agora tá bem clara.
E para de reclamar, vaza pra outro lugar,
não me importa te machucar.

Medo, eu não vou conseguir viver contigo.
Medo, que contamina tudo, e envenena tudo.
Medo, de não chegar, de estar perdido.
Medo, sei que você quer me ver perder o jogo.

Não me provoque mais, vai embora, você tá me dando tédio.
Não me importa o que você diga,
eu sou livre e você já perdeu.
Hoje eu vou te fazer guerra, vou te derrubar,
hoje a porta vai se fechar pra você.

Medo, eu não vou conseguir viver contigo.
Medo, que contamina tudo, e envenena tudo.
Medo, de não chegar, de estar perdido.
Medo, sei que você quer me ver perder o jogo.

Composição: