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Na Própria Pele

Lidya Mendez

En Carne Propia

Me has herido y la sangre de esa herida
Goteará sobre tu vida sin cesar
Algún día sentirás en carne propia
La crueldad con que hoy me azota tu impiedad
Y es posible que la mano que te hiera
Vengadora o justiciera por tu mal
Te devuelva golpe a golpe mi sufrimiento
Cuando estés en el momento en que el golpe duele más

En carne propia sentirás la angustia sorda
De saber que aquel que amaste más es quien te hiere
Será inútil que supliques por la gracia del perdón
Será en vano que pretendas esquivarte del dolor
Porque algún día con la misma ruín moneda
Con que pagan los que pagan mal, te pagarán

De rodillas te hincarás rogando al cielo
Cuando sientas todo el peso del dolor
Tu amargura será enorme y sin remedio
Cuando pagues con el precio de tu error
De rodillas llorarás en la agonía
De ti yo enloquecida sin perdón
Y en la angustia de tu cruel remordimiento
Pasarás por el infierno que por ti he pasado yo

En carne propia sentirás la angustia sorda
De saber que aquel que amaste más es quien te hiere
Será inútil que supliques por la gracia del perdón
Será en vano que pretendas esquivarte del dolor
Porque algún día con la misma ruín moneda
Con que pagan los que pagan mal, te pagarán

Na Própria Pele

Você me feriu e o sangue dessa ferida
Gotejará sobre sua vida sem parar
Um dia você sentirá na própria pele
A crueldade com que hoje me atinge sua impiedade
E é possível que a mão que te fira
Vingadora ou justiciera pelo seu mal
Te devolva golpe a golpe meu sofrimento
Quando você estiver no momento em que a dor dói mais

Na própria pele você sentirá a angústia surda
De saber que aquele que mais amou é quem te fere
Será inútil que implore pela graça do perdão
Será em vão que tente se esquivar da dor
Porque um dia com a mesma moeda vil
Com que pagam os que pagam mal, te pagarão

De joelhos você se ajoelhará pedindo ao céu
Quando sentir todo o peso da dor
Sua amargura será enorme e sem remédio
Quando pagar com o preço do seu erro
De joelhos você chorará na agonia
De mim eu enlouquecida sem perdão
E na angústia do seu cruel remorso
Você passará pelo inferno que por você eu passei

Na própria pele você sentirá a angústia surda
De saber que aquele que mais amou é quem te fere
Será inútil que implore pela graça do perdão
Será em vão que tente se esquivar da dor
Porque um dia com a mesma moeda vil
Com que pagam os que pagam mal, te pagarão

Composição: Sucher Barhr