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MELANINA

LIL13MC OFICIAL

Comecei no rap quando ouvi o som do Eminem
Pensei: Se ele fez, eu também posso ir além
Era só um fone velho e o caderno na escola
Enquanto o mundo girava, eu rimava fora da rota

Na infância o rap me salvou da ilusão
Me mostrou que a caneta pode mudar uma geração
Entre becos e vielas, o barulho da sirene
Aprendi que se trabalha o dobro conforme a melanina que você tem na epiderme

Não tem atalho, é suor, é disciplina
Enquanto uns ganham herança, outros só poeira fina
O corre é bruto, mas o sonho é resistente
Porque quem nasce preto e pobre já nasce sobrevivente

A quebrada é o espelho do país em colapso
Gente boa morrendo, sistema falido em lapsos
Mas ainda tem moleque rimando no portão
Transformando a dor em arte, e o ódio em superação

Eu sou o som das ruas, do trabalhador cansado
Do pai que volta tarde e do filho abandonado
Realidade brasileira, escrita em verso e trilho
Num país que larga o próprio povo como um pai que abandona o filho

Comecei no rap quando ouvi o som do Eminem
Pensei: Se ele fez, eu também posso ir além
Era só um fone velho e o caderno na escola
Enquanto o mundo girava, eu rimava fora da rota

Na infância o rap me salvou da ilusão
Me mostrou que a caneta pode mudar uma geração
Entre becos e vielas, o barulho da sirene
Aprendi que se trabalha o dobro conforme a melanina que você tem na epiderme

Composição: ARTHUR SIQUEIRA BRANDÃO AMANCIO