La meva terra
La meva terra és com un infant,
no dóna gràcies, ni mai sap quan
es torna aspra i plena de fang
o verda i plana i et dóna cant.
La meva terra mai no sap quan
anar endarrera, tirar endavant
plena de nafres, plena de sang,
plena de joia i plena de cant.
No té una flama que digui sí,
però una espurna sempre ho vol dir;
no té una flama que digui no,
però té cendra que ho colga tot.
La meva terra sols té caliu
que dorm i dura dintre d'un niu.
La fusta i jo que volem sortir
esperem flama que ens digui sí.
Uns endavant ens volen portar,
espurnes vives en soledat;
altres ens volen sempre aturats,
la cendra pesa sobre els cansats.
Minha terra
Minha terra é como uma criança,
não lhe dá, ou nunca se sabe quando
torna-se áspero e cheio de lama
ou verde e plana e dá canto.
Minha terra nunca sabe quando
ir para trás, para frente
cheio de feridas, coberto de sangue,
cheio de alegria e cheio de música.
Há uma chama que diz que sim
mas sempre significa uma faísca;
tem uma chama que não dizer,
mas tem enterrado todas as cinzas que.
Minha terra tem apenas o calor
que se encarrega e dentro de um ninho.
Madeira e eu quero ir
chama para nos dizer espero que sim.
Alguns querem nos levar para a frente,
Faíscas vive na solidão;
Nós sempre queremos que outros desempregados
ash pesa cerca de cansado.