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Caminha ou Estoura

LOCURA POÉTICA

Camina o Revienta

Camino, aunque no quiera
Porque pararme es mirarme
Y ahora mismo no me soporto
Me repito que controlo
Con la misma boca que miente
Cuando dice estoy bien

No es por coraje
Es por cansancio

Joder

Por no aguantarme la cabeza
Cuando empieza a pasar lista
Y me cobra cada puto recuerdo

Aquí dentro no hay paz
Hay treguas mal firmadas
Hay pactos con lo que me hunde
A cambio de no sentir

Me digo que esta es la última
Tantas veces que ya no suena nada
Suena excusa, suena costumbre
Suena cama hecha en el suelo

No busco placer, busco pausa
Busco apagarme sin morirme
Busco no ser yo durante un rato
Porque ser yo pesa demasiado
Demasiado, demasiado

He vendido días enteros
Por minutos de anestesia
Y luego me pregunto
Porque la vida se me queda corta
No me pierdo, me entrego
Con los ojos abiertos y sabiendo
Eso es lo que más duele
No es caída, es jodida elección
Me insulto, me prometo
Me fallo, me abrazo cuando ya es tarde
Soy mi peor enemigo
Y el único que no se larga

Dicen camina o revienta
Yo camino reventado
Con el orgullo hecho polvo
Y las ganas pidiendo tregua
Y aun así hay algo que no muere
Algo pequeño y cabrón que resiste
Que me grita desde dentro
Cada vez que quiero desaparecer

No sé cómo se sale de esto
Pero sé que no quiero quedarme
Sé que no nací para vivir
Arrodillado ante mi propia huida
Así que, si me ves caer mañana
No lo llames final
Llámalo guerra
Porque sigo aquí
Hecho mierda
Pero todavía peleando
Sí, peleando, cabrón

Sí, peleando, cabrón
Peleando
Peleando
Peleando
Peleando

Caminha ou Estoura

Caminho, mesmo sem querer
Porque parar é me encarar
E agora mesmo não me suporto
Me repito que tô no controle
Com a mesma boca que mente
Quando diz que tô bem

Não é por raiva
É por cansaço

Porra

Por não aguentar minha cabeça
Quando começa a fazer a lista
E me cobra cada maldito lembrança

Aqui dentro não tem paz
Tem tréguas mal assinadas
Tem pactos com o que me afunda
Em troca de não sentir

Me digo que essa é a última
Tantas vezes que já não soa nada
Soa desculpa, soa costume
Soa cama feita no chão

Não busco prazer, busco pausa
Busco me apagar sem morrer
Busco não ser eu por um tempo
Porque ser eu pesa demais
Demais, demais

Vendi dias inteiros
Por minutos de anestesia
E depois me pergunto
Porque a vida tá curta pra mim
Não me perco, me entrego
Com os olhos abertos e sabendo
Isso é o que mais dói
Não é queda, é escolha fodida
Me xingo, me prometo
Me falho, me abraço quando já é tarde
Sou meu pior inimigo
E o único que não vai embora

Dizem caminha ou estoura
Eu caminho estourado
Com o orgulho em pedaços
E a vontade pedindo trégua
E mesmo assim tem algo que não morre
Algo pequeno e safado que resiste
Que grita de dentro de mim
Toda vez que quero sumir

Não sei como sair disso
Mas sei que não quero ficar
Sei que não nasci pra viver
De joelhos diante da minha própria fuga
Então, se me ver cair amanhã
Não chame de final
Chame de guerra
Porque ainda tô aqui
Todo fodido
Mas ainda lutando
Sim, lutando, filho da puta

Sim, lutando, filho da puta
Lutando
Lutando
Lutando
Lutando

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez