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Sinto falta do seu barulho

LOCURA POÉTICA

Echo de menos tu ruido

Hoy la noche cae como un golpe en la sien
Tu recuerdo arde y me atraviesa la piel
Queda, tu sombra colgada en la pared
Y este maldito silencio
No me deja volver
Y aunque grite tu nombre hasta romper la voz
No hay respuesta
Solo queda el dolor

Nunca más te voy a oír
Nunca más te voy a ver
Solo un silencio en mi pecho
Que no deja de arder
Las ausencias son puñaladas
Clavándose en la verdad

Que lo que más duele en la vida
Es lo que no vuelve jamás

Las heridas hablan, no me dejan dormir
Cada rincón de esta casa
Me recuerda a ti

Amores, promesas, gente que se fue
Se llevaron pedazos de lo que yo soñé
Y aunque el tiempo quiera todo sepultar

Hay recuerdos que jamás van a caer
Vives en mis ruinas
En mi sangre y mi canción
En cada lágrima escondida
En cada golpe al corazón
No te has ido del todo
Si te nombro al respirar
Pero duele esta condena
De no poderte abrazar

Las mañanas pesan al despertar
Como un disparo en el pecho
Que no termina de caer
Y reviento por dentro
Aunque por fuera finja estar de pie
Porque hay golpes del destino
Que te parten sin romper
No hay olvido, ni distancia
Ni manera de escapar
Cuando el alma se acostumbra
A perder y a recordar

Echo de menos tu ruido
Tu manera de llegar
De romper todos mis miedos
De encender la oscuridad

Echo de menos tu ruido
Como el cielo al despertar
Como una herida abierta
Que no se quiere cerrar

Nunca más te voy a oír
Nunca más te voy a ver
Pero sigues en mis noches
Y en mi forma de caer
Las ausencias son puñaladas
Clavándose en la verdad
Y echo de menos tu ruido
Como alguien que no vuelve jamás

Sinto falta do seu barulho

Hoje a noite cai como um soco na têmpora
Sua lembrança queima e atravessa minha pele
Fica, sua sombra pendurada na parede
E esse maldito silêncio
Não me deixa voltar
E mesmo que eu grite seu nome até rasgar a voz
Não há resposta
Só resta a dor

Nunca mais vou te ouvir
Nunca mais vou te ver
Só um silêncio no meu peito
Que não para de arder
As ausências são facadas
Se cravando na verdade

Que o que mais dói na vida
É o que nunca volta jamais

As feridas falam, não me deixam dormir
Cada canto dessa casa
Me lembra de você

Amores, promessas, gente que se foi
Levaram pedaços do que eu sonhei
E mesmo que o tempo queira enterrar tudo

Há lembranças que nunca vão cair
Você vive nas minhas ruínas
No meu sangue e na minha canção
Em cada lágrima escondida
Em cada golpe no coração
Você não foi embora de verdade
Se eu te nomeio ao respirar
Mas dói essa condenação
De não poder te abraçar

As manhãs pesam ao acordar
Como um tiro no peito
Que não termina de cair
E eu estou explodindo por dentro
Embora por fora finja estar de pé
Porque há golpes do destino
Que te quebram sem te despedaçar
Não há esquecimento, nem distância
Nem jeito de escapar
Quando a alma se acostuma
A perder e a lembrar

Sinto falta do seu barulho
Sua maneira de chegar
De quebrar todos os meus medos
De acender a escuridão

Sinto falta do seu barulho
Como o céu ao acordar
Como uma ferida aberta
Que não quer se fechar

Nunca mais vou te ouvir
Nunca mais vou te ver
Mas você continua nas minhas noites
E na minha forma de cair
As ausências são facadas
Se cravando na verdade
E sinto falta do seu barulho
Como alguém que nunca volta jamais

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez