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Enquanto você vai, eu venho...

LOCURA POÉTICA

Mientras tú vas, yo vengo...

Mientras tú vas, yo vengo
Me fumo un peta y así me entretengo

No es que este bien ni mal
Es que ya pa'eso intenta encajar

Tengo el circo lleno de payasos
Opinando desde sus fracasos
No puedo quedarme contigo
Ni contigo ni con todo este ruido

Estoy hasta los huevos del ruido y del cuento
De los pringados que venden su alma por dentro

Mientras tu sueñas con quedar bien
Yo solo quiero largarme otra vez
Quemar la noche y romper el reloj
Y que le den por culo a la razón

Me habla de éxito los mismos de siempre
Los que nunca apostaron ni un duro por verse
Reyes en nada, expertos en todo
Vendiendo consejos desde el barro del lodo

Demasiada pose para tan poca vida
Mucho predicar y ninguna herida
Van de gurús con su mierda escondida
Predican futuro y no arreglan su vida

Se llenan la boca de frases bonitas
Pero huyen corriendo si la cosa salpica
Valientes de lengua, cobardes de piel
Capitanes de un barco que nunca se ve
Prometen tormentas sentados en puerto
Hablan de guerras sin haber estado muerto
Dan lecciones de todo sin haber vivido
Con el miedo bien tapado

Te venden caminos que no caminaron
Y luego se extrañan si todos fallaron

Que sabrán del peso de noches abiertas
De hablar con tus sombras cuando nadie contesta
Yo ya no discuto, me río primero del listo de turno
Del que siempre sabe todo menos quien coño es
Que sabrán del peso de caerse mil veces
¡Y una mierda!

Que ya está bien de tanto farsante
Mientras tu corres yo vuelvo andando
Fumando el peta y pensando despacio
Ni bien ni mal, solo evitando el circo
Sin encajar en reglas que huelen a asco

Mientras tú vas, yo vengo
Me fumo un peta y así me entretengo

Enquanto você vai, eu venho...

Enquanto você vai, eu venho
Eu fumo um baseado e assim me distraio

Não é que esteja certo ou errado
É que já pra isso tenta se encaixar

Tenho o circo cheio de palhaços
Opiniões vindo de seus fracassos
Não posso ficar com você
Nem com você nem com todo esse barulho

Estou até o pescoço do barulho e da história
Dos otários que vendem a alma por dentro

Enquanto você sonha em se dar bem
Eu só quero vazar de novo
Queimar a noite e quebrar o relógio
E que se dane a razão

Me falam de sucesso os mesmos de sempre
Os que nunca apostaram um centavo por si mesmos
Reis em nada, especialistas em tudo
Vendendo conselhos do barro do lodo

Muita pose pra tão pouca vida
Muito discurso e nenhuma ferida
Se acham gurus com suas merdas escondidas
Pregam o futuro e não arrumam a própria vida

Enchem a boca de frases bonitas
Mas saem correndo se a coisa esquenta
Valentes de língua, covardes de pele
Capitães de um barco que nunca se vê
Prometem tempestades sentados no porto
Falam de guerras sem nunca ter estado morto
Dão lições de tudo sem ter vivido
Com o medo bem escondido

Te vendem caminhos que não percorreram
E depois se espantam se todos falharam

Que sabem do peso de noites abertas
De falar com suas sombras quando ninguém responde
Eu já não discuto, dou risada primeiro do esperto de plantão
Do que sempre sabe tudo menos quem diabos é
Que sabem do peso de cair mil vezes
E uma merda!

Que já chega de tanto farsante
Enquanto você corre eu volto andando
Fumando o baseado e pensando devagar
Nem bem nem mal, só evitando o circo
Sem se encaixar em regras que fedem a nojo

Enquanto você vai, eu venho
Eu fumo um baseado e assim me distraio

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez