Ay, Pena Penita Pena
Si en el firmamento poder yo tuviera
Esta noche negra lo mismo que un pozo
Con un cuchillito de luna lunera
Cortaría los hierros de tu calabozo
Si yo fuera reina de la luz del día
Del viento y del mar
Cordeles de esclava yo me ceñiría
Pot tu libertad
¡Ay, pena, penita, pena -pena-
Pena de mi corazón
Que me corre por las venas -pena-
Con la fuerza de un ciclón!
Es lo mismo que un nublado
De tiniebla y pedernal
Es un potro desbocado
Que no sabe dónde va
Es un desierto de arena -pena-
Es mi gloria un penar
¡Ay, pena! ¡Ay, pena!
¡Ay, pena, penita, pena!
Yo no quiero flores, dinero, ni palma
Quiero que me dejen llorar tus pesares
Y estar a tu vera, cariño del alma
Bebiéndome el llanto de tus soledades
Me duelen los ojos de mirar sin verte
Reniego de mí
Que tienen la culpa de tu mala suerte
Mis rosas de abril
Ai, Pena, Penita, Pena
Se eu pudesse no céu brilhar
Essa noite escura como um poço
Com um cortador de lua prateada
Cortaria as correntes do seu calabouço
Se eu fosse rainha da luz do dia
Do vento e do mar
Fitas de escrava eu usaria
Pela sua liberdade
Ai, pena, penita, pena -pena
Pena do meu coração
Que corre nas minhas veias -pena
Com a força de um ciclone!
É como um céu nublado
De trevas e de pedra
É um cavalo descontrolado
Que não sabe pra onde vai
É um deserto de areia -pena
É minha glória um penar
Ai, pena! Ai, pena!
Ai, pena, penita, pena!
Eu não quero flores, dinheiro, nem palmas
Quero que me deixem chorar suas dores
E estar ao seu lado, amor da alma
Bebendo o pranto das suas solidões
Me doem os olhos de olhar sem te ver
Renego de mim
Que sou a culpada da sua má sorte
Minhas rosas de abril
Composição: Manuel Quiroga, Rafael de León, Antonio Quintero