395px

Última Ceia (o Autófago)

Lord Gore

Last Supper (the Autophagous)

Rotting away, by myself in this cage.
I'm forgotten by time, i've lost track of how long it's been.
Guts churn with cramps, have not eaten for days.
Look upon my own flesh, with disgust as i salivate.

I've survived for days on my own shit, urine and blood.
Nothing left to consume.
There is no course of action left for me i fear.
Let the final supper begin.

Sickening pain, teeth tearing thru skin,
The crunching of fat, muscle, sinew now shredded meat.
This makes me sick, rancid gorge fills my throat,
But i swallow it down, mustn't waste this last meal.

Now frenzy has begun, masticating my own tongue,
I'm choking, laughing at my own futility.
Tear my scalp and wolf it down, hair tickling in my throat
Causing me to gag and disgorge it painfully.

What next to eat? i grope between my thighs
And i scream as i rip at my own turgid appendage.
Ah but it's sweet! the taste of bitter sperm;
My foul fetid reek, a bouquet for the banquet.

Fluids draining, vitals waning, frenzied in this hell sustaining
Teeth red scything, maxillating, a feast of self mutilation.

Now for dessert, i'll extricate my eyes, pop them in my mouth
Still attached to the nerves.
Bursting as i bite, my brain overloads.
The pain sends my body into shock and then i die.

Consumption... be done.

Última Ceia (o Autófago)

Apodrecendo sozinho, nessa jaula.
Esquecido pelo tempo, perdi a noção de quanto tempo passou.
As entranhas se contorcem com cólicas, não como há dias.
Olho para minha própria carne, com nojo enquanto salivo.

Sobrevivi dias com minha própria merda, urina e sangue.
Nada mais para consumir.
Não há mais nada que eu possa fazer, temo.
Que a última ceia comece.

Dor nauseante, dentes rasgando a pele,
O estalo da gordura, músculo, tendão agora carne triturada.
Isso me deixa doente, um vômito rançoso entope minha garganta,
Mas eu engulo, não posso desperdiçar essa última refeição.

Agora a fúria começou, mastigando minha própria língua,
Estou engasgando, rindo da minha própria futilidade.
Arranco meu couro cabeludo e devoro, cabelo coçando na garganta
Me fazendo engasgar e vomitar com dor.

O que mais comer? eu apalpo entre minhas coxas
E grito enquanto arranco meu próprio membro ereto.
Ah, mas é doce! o gosto do esperma amargo;
Meu fedor insuportável, um buquê para o banquete.

Fluidos drenando, sinais vitais diminuindo, frenético nesse inferno sustentando
Dentes vermelhos cortando, maxilando, um banquete de auto-mutilação.

Agora para a sobremesa, vou extrair meus olhos, colocá-los na boca
Ainda ligados aos nervos.
Explodindo ao morder, meu cérebro sobrecarrega.
A dor manda meu corpo para o choque e então eu morro.

Consumo... que se complete.