Dois sistemas solares em guerra silenciosa
Você é o vácuo, eu sou a supernova
Nossas palavras são línguas que ninguém mais fala
Um labirinto de vidro onde o ego se cala
O choque era certo, o cálculo não mentiu
O céu se abriu em fogo quando o mundo nos viu
Não foi um beijo, foi um evento de extinção
Onde o nós atropelou toda a razão
A cidade de pedra não aguentou o calor
Da queda livre desse nosso impossível amor
A estrela caiu e o asfalto virou poeira
Derrubamos os muros, rompemos a fronteira
É um amor que destrói pra poder construir
Um silêncio sagrado que ninguém pode ouvir
Além da matéria, além do que é chão
Somos a cura nascida da devastação
Os sobreviventes caminham entre os escombros
Carregando o peso de um novo mundo nos ombros
Onde havia ferro, agora nasce a flor
Nutrida pelo sangue desse impacto de dor
Nós não nos entendemos, somos caos e metal
Mas nossa união é um decreto vital
Amor, existência
Caos, destruição e renascimento
Acima das formas, acima do tempo
Nossa colisão é o novo testamento
O mundo antigo morreu no seu olhar
Pra que os novos homens aprendam a amar
A estrela caiu e o asfalto virou poeira
Derrubamos os muros, rompemos a fronteira
É um amor que destrói pra poder construir
Um silêncio sagrado que ninguém pode ouvir
Além da matéria, além do que é chão
Somos a luz que guia a reconstrução
A cidade dorme sob uma nova cor
Onde o fim de tudo
Foi apenas o começo do amor