A quantas anda, carinho?
Hoje te matas?
Despenca da janela fininha
Nenhuma chuva farta
Quis tanto esquecer que existia
Subindo a ladeira descalça
Faz tanta desfeita às calçadas
Beirando o pé na sacada
Pranta por outro caminho
Anda pela beirada
Sonha em ser freira ou ser nada
Mas é a vida que arranha
Caindo aos pés das montanhas
Nascida da terra arrasada
Ao romper da madrugada
Teme um mundo que acaba
Enquanto agarra a garganta
Chora que não adianta
A quantas anda?
Teme um mundo que acaba
Enquanto agarra a garganta
Chora que não adianta
A quantas anda?
A quantas anda, carinho?
Hoje te matas?
Despenca da janela fininha
Nenhuma chuva farta
Quis tanto esquecer que existia
Subindo a ladeira descalça
Teme um mundo que acaba
Enquanto agarra a garganta
Chora que não adianta
A quantas anda?
Teme um mundo que acaba
Enquanto agarra a garganta
Chora que não adianta
A quantas anda?
A quantas anda, carinho?
A quantas anda
Carinho?