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Como Devo Andar

Los Abuelos de La Nada

Como Debo Andar

Al salir el sol me quiero matar,
Agarro hojas de afeitar
Quiero pero no puedo.
En la calle los autos me van a pisar,
Yo quiero olvidarla sin complejos.

Llega ya la tarde
La cabeza me arde
Y quiero creer que fue el destino.
De la recoleta o de parque saavedra,
Me pego esta piedra. perdón si no soy fino.

Ya no resisto más.
Ya no me atiende más.
Yendo en moto a dos mil por hora
Me quisiera estrellar.

Debo andar mal!, debo andar mal! debo andar mal!

Creo que ya olvidé la cantidad de motivos
Que enumeró para que seamos amigos.
Que no trabajo, que estoy loco, que edipo.
Esas historias me huele a podrido.

Sufriste la ausencia de algún ser querido,
Eso es algo que también he sentido.
Pero da la cara, no seas cobarde,
Cambia los rollos por verdades.

Si te agarró la maldad,
La adolescencia trivial,
Perdóname la crueldad
De pensar que yo ya no soy tu amigo...
Nunca más.

Debo andar bien! debo andar bien! debo andar bien!.

Como Devo Andar

Ao sair o sol, quero me matar,
Pego lâminas de barbear
Quero, mas não consigo.
Na rua, os carros vão me atropelar,
Quero esquecer dela sem frescura.

Já tá chegando a tarde
Minha cabeça tá pegando fogo
E quero acreditar que foi o destino.
Da Recoleta ou do Parque Saavedra,
Me jogo nessa pedra. Desculpa se não sou delicado.

Não aguento mais.
Ela não me atende mais.
Andando de moto a dois mil por hora
Queria me estatelar.

Devo estar mal!, devo estar mal! devo estar mal!

Acho que já esqueci a quantidade de motivos
Que ela listou pra gente ser amigo.
Que não trabalho, que tô doido, que é complexo.
Essas histórias tão podres pra mim.

Sofreu a falta de alguém querido,
Isso é algo que eu também já senti.
Mas dá a cara, não seja covarde,
Troca os papos por verdades.

Se a maldade te pegou,
A adolescência fútil,
Desculpa a crueldade
De achar que eu já não sou seu amigo...
Nunca mais.

Devo estar bem! devo estar bem! devo estar bem!

Composição: Gustavo Bazterrica