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O Teimoso

Los Bunkers

El Necio

Para no hacer de ícono pedazos
Para salvarme entre únicos e impares
Para cederme un lugar en su parnaso
Para darme un rinconcito en sus altares

Me vienen a convidar a arrepentirme
Me vienen a convidar a que no pierda
Me vienen a convidar a indefinirme
Me vienen a convidar a tanta mierda

Yo no sé lo que es el destino
Caminando fui lo que fui
Allá Dios, que será divino
Yo me muero como viví
Yo me muero como viví
Yo me muero como viví

Dicen que me arrastrarán por sobre rocas
Cuando la revolución se venga abajo
Que machacaran mis manos y mi boca
Que me arrancaran los ojos y el badajo

Será que la necedad parió conmigo
La necedad de lo que hoy resulta necio
La necedad de asumir al enemigo
La necedad de vivir sin tener precio

Yo no sé lo que es el destino
Caminando fui lo que fui
Allá Dios, que será divino
Yo me muero como viví
Yo me muero como viví
Yo me muero como viví

O Teimoso

Pra não virar ícone em pedaços
Pra me salvar entre únicos e ímpares
Pra me ceder um lugar no seu parnaso
Pra me dar um cantinho nos seus altares

Vêm me convidar a me arrepender
Vêm me convidar a não perder
Vêm me convidar a me indefinir
Vêm me convidar a tanta merda

Eu não sei o que é o destino
Caminhando fui o que fui
Que Deus, que será divino
Eu morro como vivi
Eu morro como vivi
Eu morro como vivi

Dizem que vão me arrastar por sobre pedras
Quando a revolução desabar
Que vão esmurrar minhas mãos e minha boca
Que vão arrancar meus olhos e o badajo

Será que a teimosia nasceu comigo
A teimosia do que hoje é tolice
A teimosia de encarar o inimigo
A teimosia de viver sem ter preço

Eu não sei o que é o destino
Caminhando fui o que fui
Que Deus, que será divino
Eu morro como vivi
Eu morro como vivi
Eu morro como vivi

Composição: Silvio Rodríguez