Malvenido
Malvenido al tren de los que siempre damos vueltas
y por lugares donde nunca sobra lo que nos falta
y no es por ser aguafiestas, pero acá nadie se la monta
con viento a favor apenas salvamos la ropa
malvenido al rincón de los que ni la ven pasar
mala leche y salú
y nada de lágrimas
las lágrimas paspan
malvenido campeón a este cementerio
malvenido campeón de este agujero
y vos que creías en creer en cada librito
y que te cuidabas la sabiola como buen avestruz
ahora andás a gamba entre tanto salame y bofe
que levachaché... el que no se rifa un poco no come...
malvenido al lugar de tantos sueños sin flamear
mala leche y salú
y nada de lágrimas
las lágrimas paspan
malvenido a este agujero
malvenido campeón a este cementerio
todos te dicen "remá y remá"
y nadie te enseña a naufragar
siempre listos para cabecear
y nunca nos cobran un puto corner
Malvindo
Malvindo ao trem dos que sempre dão voltas
E por lugares onde nunca sobra o que nos falta
E não é por ser estraga-prazer, mas aqui ninguém se dá bem
Com vento a favor, mal conseguimos salvar a roupa
malvindo ao canto dos que nem veem passar
mala sorte e saúde
e nada de lágrimas
as lágrimas secam
malvindo campeão a este cemitério
malvindo campeão deste buraco
E você que acreditava em acreditar em cada livrinho
E que se protegia como um bom avestruz
Agora tá perdido entre tanto salame e bofe
Que levachaché... quem não arrisca um pouco não come...
malvindo ao lugar de tantos sonhos sem bandeira
mala sorte e saúde
e nada de lágrimas
as lágrimas secam
malvindo a este buraco
malvindo campeão a este cemitério
todos te dizem "rema e rema"
e ninguém te ensina a naufragar
sempre prontos pra levar a cabeçada
e nunca nos cobram um puto escanteio
Composição: Javier Oscar Cavo / Martín Méndez