Que Miras
Pocas veces soy gran cosa
no me avises que nunca me olvide,
un cantor de pocas notas, cachorrito de escritor,
casi siempre pescado sin vende
pero contame un poco. vos quien sos?
cuanto hace que sabes respirar mejor que yo.
que miras! que miras! que miras!
Me tropiezo con baldosas que podría gambetear,
pierdo pronto lo que tardo en ganar,
con el hígado en veremos,
la conciencia ni te cuento,
y el espejo que me empieza a torear.
y vos gallito de que paño sos,
en que calle aprendiste a maullar mejor que yo.
que miras! que miras! que miras!
Y vos salame que revistas lees,
quien te dijo que volviste de donde yo no llegue.
Que Olhares
Poucas vezes sou grande coisa
não me avise que nunca vou esquecer,
um cantor de poucas notas, filhote de escritor,
quase sempre pescado sem vender
mas me conta um pouco. você quem é?
há quanto tempo você sabe respirar melhor que eu.
que olhares! que olhares! que olhares!
Me tropeço em pedras que poderia driblar,
perco rápido o que demoro pra ganhar,
com o fígado em cheque,
a consciência nem te conto,
e o espelho que começa a me provocar.
e você, galo, de que pano é?
em que rua aprendeu a miar melhor que eu.
que olhares! que olhares! que olhares!
E você, idiota, que revistas lê,
quem te disse que voltou de onde eu não cheguei.