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Lamento de La Urpillita

Los Carabajal

Lamento de La Urpillita

Con acongojado acento y A manera de plegaria
Vive exhalando un lamento la urpilita milenaria

Junto al añoso mortero de algún rancho provinciano
Se oye el eco lastimero Como un lamento lejano

Por la pena que la agita Acaso un drama ancestral
Llora y llora la urpilita En la rama de un pinar

Alguien dice que ella llora Cuando nace algún varón
Otros afirman que implora A La virgen un perdón

Su cucú al arrullar Honda inquietud nos refleja
Cuál si quisiera contarnos la Amargura de su queja

Solo Dios sabe hasta cuando que esta inocente avecita
Tendrá que andar lamentando la Amargura de sus cuitas

Junto al amoroso nido y En la horqueta de un cardón
Llorando esta prevenida de la furia de un ciclón

Alguien dice que ella llora Cuando nace algún varón
Otros afirman que implora A La virgen un perdón

Lamento de La Urpillita

Com sotaque triste e em forma de oração
A antiga urpilita vive exalando um lamento

Ao lado do velho almofariz de alguma fazenda provinciana
Você ouve o eco lamentável Como um lamento distante

Pela dor que a agita, talvez um drama ancestral
A urpilita chora e chora No galho de um pinhal

Alguém diz que ela chora quando nasce um menino
Outros afirmam que ele implora perdão à Virgem.

Seu cuco, quando Honda acalma a inquietação, nos reflete
E se você quisesse nos contar a amargura da sua reclamação?

Só Deus sabe quanto tempo esse passarinho inocente vai durar
Você terá que sair por aí lamentando a amargura dos seus problemas

Ao lado do ninho amoroso e na bifurcação de um cardón
Chorando, ela é avisada da fúria de um ciclone

Alguém diz que ela chora quando nasce um menino
Outros afirmam que ele implora perdão à Virgem.

Composição: Martín Bravo, Enrique Ruíz Gerez