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Chacarera do Mal Tido

Los Chalchaleros

Chacarera Del Mal Tenido

Chiflándole a mis zonceras
pa'l monte voy enfilando,
no has de pedir que me vaya
solito te voy dejando.

Cuando en Santiago resuenan
chacareras de hacha y tiza,
el mandinga desatado
con bombos me las bautiza.
Del viento e' las polvaredas
jineteando al "alma-mula",
sorprendí esta danza diabla
que en Salamanca madura.
Estribillo

Chacarera "munanquita"
la madrugada salpica.
Y aunque andoy muy "mal tenido"
"sarna con gusto no pica".
Cuando sangro por mi caja
astillas de sacha luna,
siento que crece mi alma
como entre espinas la tuna.
En el misterio "sachero"
andan pasando vidalas,
volvían por los violines
y el violinero no estaba.
Quién sabe si no se aguante
tras un remanso del tiempo,
hasta que el hombre decide
ganarse por sus adentros.

Chacarera do Mal Tido

Chiflando minhas besteiras
pro mato eu vou seguindo,
não peça pra eu ir embora
sozinha eu vou te deixando.

Quando em Santiago ecoam
chacareras de machado e giz,
o mandinga solto
com tambores me batiza.

Do vento e das poeiras
montando a "alma-mula",
fui surpreendido por essa dança diabólica
que em Salamanca amadurece.

Refrão

Chacarera "munanquita"
a madrugada salpica.
E mesmo que eu ande muito "mal tido"
"sarna com gosto não coça".

Quando sangro pela minha caixa
lascas de lua sacha,
sinto que cresce minha alma
como a tuna entre espinhos.

No mistério "sachero"
passam vidalas,
vindas pelos violinos
e o violinista não estava.

Quem sabe se não se aguenta
atrás de um remanso do tempo,
fins que o homem decide
ganhar-se por dentro.

Composição: Canqui Chazarreta / Pancho Figueroa