Memoria De Un Tiempo Vivo
Te quise siempre en el viento,
que se niega o que se da,
y tengo solo el perfume,
alma de tu intimidad,
y siendo dueño de nada,
todo tu ausencia lo da.
Me fui detrás de una estrella,
a buscarte más allá,
ibas dentro de mi sangre,
como el calor de la sal;
siguiéndome humildemente,
sombra de mi oscuridad.
Vuelve siempre, sueño mío,
la que adentro de mi alma va,
aunque tu ausencia propone,
que te siga más alla;
nadie tiene lo que busca,
el remedio es encontrar.
Memoria de un tiempo vivo,
que en mi alma fluyendo va;
río profundo del sueño,
donde todo volverá;
porque tuve que perderte,
si no he de hallarte jamás.
Maldigo tener memoria,
y poderte olvidar,
para qué salgo a buscarte
si eres la estrella fugaz,
caes desde el cielo lejos,
¡como para irte a buscar!
Vuelve siempre, sueño mío,
la que adentro de mi alma va,
aunque tu ausencia propone,
que te siga más alla;
nadie tiene lo que busca,
el remedio es encontrar...
Memória de um Tempo Vivo
Te quis sempre no vento,
que se nega ou se entrega,
e só tenho o perfume,
sua alma na minha intimidade,
e sendo dono de nada,
toda a sua ausência se entrega.
Fui atrás de uma estrela,
pra te encontrar além,
você ia dentro do meu sangue,
como o calor do sal;
sigui-me humildemente,
sombra da minha escuridão.
Volta sempre, meu sonho,
a que dentro da minha alma vai,
mesmo que sua ausência proponha,
que eu te siga mais além;
ninguém tem o que procura,
o remédio é encontrar.
Memória de um tempo vivo,
que flui dentro da minha alma;
rio profundo do sonho,
donde tudo voltará;
porque tive que te perder,
se não vou te encontrar jamais.
Maldigo ter memória,
e poder te esquecer,
pra que saio pra te buscar
se você é a estrela cadente,
cai do céu tão longe,
como se fosse pra eu ir te buscar!
Volta sempre, meu sonho,
a que dentro da minha alma vai,
mesmo que sua ausência proponha,
que eu te siga mais além;
ninguém tem o que procura,
o remédio é encontrar...