El Último Golpe
Alfred: Vi a un niño jugando con un rubí del tamaño de una mandarina
El bandido las estaba tirando
Wayne: ¿Y para que las robaba?
Alfred: Ah, pues porque sí
Porque hay personas que no buscan algo lógico, como por ejemplo el dinero
No se les puede comprar ni amedrentar ni se puede razonar o negociar con ellas
Algunas personas solo quieren ver arder el mundo
Lo hicimos político, pero también bonito
Mis oyentes paran desahucios y tus grupis venden criptos
Veinte años invictos, insurgentes, malabarismos
Soy un puto referente y tú famoso, no somos lo mismo
Nunca fuimos de macarras nunca fue el dinero
Las primeras barras con parnaso, pista de viveros
Un soldador un cristalero
Directos del andamio a recorrer el mundo entero
Te hiciste reguetonero porque no vendías
Me la trae al pairo
Yo compito contra raperos no contra lolailos
Modo terminator, mira cómo bailo
Bebo más que richard burton y elisabeth taylor
Me deleito, saboreo la victoria, hicimos historia
Piedras en la trayectoria y mira, veinte años de gloria
Sigue girando la noria, sigo de plaza en plaza
No aspiré al mainstream, aspiro a ser una amenaza
Que hable de pasta, ¿en serio?
¿Por quién coño me tomas?
La tfk, los reyes, de patraix a barona
València sur la zona, respeta a tus mayores
Reventábamos vagones, te cambiaban los pañales
Luces y señales, temazos no burpies
Sé que te jode, llenamos el wizink sin firmar con las multis
Conquistamos el mañana
La industria nos cerró las puertas y saltamos por la ventana
El último golpe
El último golpe
Musiquillos de origen vasco
La historia nos ha absuelto como a fidel castro
Escribo por placer y no por complacerte
Es por renacer, el silencio es mi muerte
Y es que el folio es libertad, es amigo, fue guarida
Cuando en secundaria el acoso era rutina
El rap llegó a mi vida como un salvoconducto
Por eso me da igual lo que digas de mi grupo
Ni preocupa si no nos respetan los raperos
Si en cada puerto tengo cama y un plato de puchero
Y gente a la que quiero, tú fardas de dinero
De flow, de mucho ego, inseguridad yo veo
Que yo reniego de anteponer mi figura al arte
Aquí matamos al autor como rolland barthes
Hijos de la ciudad maldita
Donde nacimos muchas bandas a pesar de rita
Donde hicimos un trabajo de hormiguita
Y hoy tu vecino el raro está en tu banda favorita
Grita: Somos hijos del sur
Donde el paisaje era techos de uralita y el runrún
De que en el barrio no había salidas
Pero algunos soñamos, dibujando alternativas
Mira, ya me cansé de despedidas
Viviré en la memoria de la gente
Respira, nos vemos en otra vida
La mazorka ha muerto
La mazorka es para siempre
El último golpe
El último golpe
Musiquillos de origen vasco
La historia nos ha absuelto como a fidel castro
En políticas hay causas y los hombres pasamos y las mujeres también, todos pasamos
Algunas causas sobreviven y se tienen que transformar
Y lo único permanente es el cambio
Y le quiero transmitir a los jóvenes
Hay que darle gracias a la vida, triunfar en la vida no es ganar
Triunfar en la vida es levantarse y volver a empezar cada vez que uno cae
Gracias
O Último Golpe
Alfred: Vi um garoto brincando com um rubi do tamanho de uma mexerica
O bandido estava jogando eles fora
Wayne: E pra que ele roubava?
Alfred: Ah, porque sim
Porque tem gente que não busca algo lógico, como por exemplo, dinheiro
Não dá pra comprar, intimidar ou negociar com elas
Algumas pessoas só querem ver o mundo pegar fogo
Fizemos isso político, mas também bonito
Meus ouvintes barram despejos e seus fãs vendem criptomoedas
Vinte anos invictos, insurgentes, malabarismos
Sou um puta referência e você famoso, não somos a mesma coisa
Nunca fomos de vagabundos, nunca foi por dinheiro
As primeiras rimas com parnaso, pista de viveros
Um soldador, um vidraceiro
Direto do andaime pra rodar o mundo inteiro
Você virou reguetonero porque não vendia
Tô nem aí
Eu compito contra rappers, não contra lolailos
Modo terminator, olha como eu danço
Bebo mais que Richard Burton e Elizabeth Taylor
Me deleito, saboreio a vitória, fizemos história
Pedras na trajetória e olha, vinte anos de glória
A roda continua girando, sigo de praça em praça
Não aspirei ao mainstream, aspiro a ser uma ameaça
Que fala de grana, sério?
Por quem você acha que eu sou?
A tfk, os reis, de Patraix a Barona
Valência é a área, respeita os mais velhos
Explodíamos vagões, você trocava as fraldas
Luzes e sinais, músicas boas, não burpies
Sei que te incomoda, lotamos o Wizink sem assinar com as multinacionais
Conquistamos o amanhã
A indústria nos fechou as portas e pulamos pela janela
O último golpe
O último golpe
Musiquinhas de origem basca
A história nos absolveu como a Fidel Castro
Escrevo por prazer e não pra te agradar
É pra renascer, o silêncio é minha morte
E é que a folha é liberdade, é amiga, foi abrigo
Quando no colégio o bullying era rotina
O rap chegou na minha vida como um salvoconducto
Por isso não me importa o que você diz do meu grupo
Nem me preocupa se os rappers não nos respeitam
Se em cada porto eu tenho cama e um prato de comida
E gente que eu amo, você se gaba de dinheiro
De flow, de muito ego, insegurança eu vejo
Que eu renego em colocar minha figura acima da arte
Aqui matamos o autor como Roland Barthes
Filhos da cidade maldita
Onde nascemos muitas bandas apesar da Rita
Onde fizemos um trabalho de formiguinha
E hoje seu vizinho esquisito tá na sua banda favorita
Grita: Somos filhos do sul
Onde a paisagem era telhados de uralita e o burburinho
De que no bairro não havia saídas
Mas alguns sonhamos, desenhando alternativas
Olha, já cansei de despedidas
Vou viver na memória do povo
Respira, nos vemos em outra vida
A mazorka morreu
A mazorka é pra sempre
O último golpe
O último golpe
Musiquinhas de origem basca
A história nos absolveu como a Fidel Castro
Em políticas há causas e os homens passam e as mulheres também, todos passam
Algumas causas sobrevivem e precisam se transformar
E a única coisa permanente é a mudança
E quero transmitir aos jovens
Tem que agradecer à vida, triunfar na vida não é ganhar
Triunfar na vida é levantar e recomeçar toda vez que a gente cai
Obrigado