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Olhos Que Matam

Los Errantes de Chuquibamba

Ojos Que Matan

He visto fuego en mil incendios
Me han quemado llamado infierno
Pero con todo eso es hielo intenso
Si lo comparó con tus miradas, si lo comparó con tus miradas

Ojos que matan, luego reviven
Son los que tienen negras del alma
Con tus miradas se alumbra el mundo
Con tus púpilas ya no hay tinieblas, con tus púpilas ya no hay tinieblas

El mismo cielo quedará oscuro
Si algún momento cierras los ojos
Son tus miradas rayos de vida
Son tus hojas son la misma suerte, son tus hojas son la misma suerte

Yo te suplico, negra del alma
Me mire siempre hasta matarme
Enormes dichas de sentirse morir amando, morir mirando
Esos tus ojos, ojos que matan, esos tus ojos, ojos que matan

Olhos Que Matam

Eu vi fogo em mil incêndios
Me queimaram, chamando de inferno
Mas com tudo isso é gelo intenso
Se eu comparar com seus olhares, se eu comparar com seus olhares

Olhos que matam, depois revivem
São os que têm a alma negra
Com seus olhares o mundo se ilumina
Com suas pupilas já não há trevas, com suas pupilas já não há trevas

O mesmo céu vai ficar escuro
Se em algum momento você fechar os olhos
São seus olhares raios de vida
São suas folhas, é a mesma sorte, são suas folhas, é a mesma sorte

Eu te imploro, alma negra
Me olhe sempre até eu morrer
Grandes alegrias de sentir que está morrendo amando, morrendo olhando
Esses seus olhos, olhos que matam, esses seus olhos, olhos que matam

Composição: Gilberto Cueva Fernández