Ingratitud de Mi Suerte
Adiós joya tan querida
Adiós luz de mi esperanza
Che despedida ko'ág̃a
Aju ndéve apurahéi
Ya te abandono, mujer
Para gozar tu alegría
Si ndéningo, mi querida
Chéve g̃uarã ndaha'éi
Plagada ya está mi dicha
Por culpa de tu desprecio
Ha iporãnte en el destierro
Ahárõ che apovyvy
Anive chembohasy
El veneno de tu encanto
Si ndéningo, che quebranto
Chemoingóma ijaheipy
Hoy ya no quiero gozar
El calor de tu hermosura
Nde causa che añandúva
Nahi'ãigui amombe'u
Rejúva nde reikutu
Mi ser con aguda espina
Hoy con la suerte mezquina
Che resaýpe ajuhu
Destino es siempre destino
Como ingrata es la suerte
Pe jahayhúvako siempre
Omalpagáva voi
Che ahátama ndehegui
Tal vez será para siempre
Ha ikatúmo con la muerte
Cheresarái ndehegui
Ingratidão da Minha Sorte
Adeus, joia tão querida
Adeus, luz da minha esperança
Chegou a hora, tchau
Vou me despedir agora
Já te deixo, mulher
Pra curtir sua alegria
Se não tem ninguém, minha querida
Teu amor não vale nada
Minha felicidade já tá arruinada
Por causa do teu desprezo
É bonito viver no exílio
Agora eu só sobrevivo
Não vou me lamentar
O veneno do teu encanto
Se não tem ninguém, eu me quebro
Meus sentimentos tão em frangalhos
Hoje não quero mais sentir
O calor da tua beleza
Por tua causa eu só sofro
Não consigo mais contar
Teu retorno é um sonho
Meu ser com uma dor aguda
Hoje com a sorte ingrata
Eu me perco na tristeza
Destino é sempre destino
Como ingrata é a sorte
O amor que sempre foi
Só traz desilusão
Eu me afasto de você
Talvez seja pra sempre
E pode ser que com a morte
Eu me liberte de você
Composição: Silverio Rojas Vargas, Cristino Ortiz