Para Mi Pago
Lejos de mi pago Los recuerdos, los recuerdos
Cuando escucho un gato Yo me muerdo, yo me muerdo
Velay se me antoja que al Río Dulce lo'i cruzao
Por el Puente Carretero la avenida Costanera
Tengo que volver aunque después yo me muera
Y andar bailando de trinchera en trinchera
Con los changos de mi pago Cada cual con su pareja
Y al alba volver aunque se enojen las viejas
Qué lindo es mi pago añuritay Santiago
Qué ganas que tengo prender cuetes, prender cuetes
Cantar la vidala gritar fuerte, gritar fuerte
Y tomar aloja del pago de Sumamao
Llegarme hasta Loreto empacharme con rosquete
Pintando chalas hablar quichua con las gentes
Irme a Sabagasta; Mistol Pozo y Vaca Human
Y pechar en las trincheras con los changos de Brea Pozo
Luego regresar con el sonko muy dichoso
Que lindo es mi pago añuritay Santiago
Para Minha Terra
Longe do meu pagamento As lembranças, as lembranças
Quando ouço um gato eu me mordo, eu me mordo
Velay sinto que atravesso o Rio Dulce
Pela Ponte Rodoviária, Avenida Costanera
Eu tenho que voltar mesmo se eu morrer mais tarde
E dançar de trincheira em trincheira
Com as alterações do meu pagamento Cada um com seu parceiro
E de madrugada volte mesmo que as velhas fiquem com raiva
Quão bom é meu pagamento añuritay Santiago
Eu realmente quero ativar histórias, ativar histórias
Cante a vida, grite alto, grite alto
E proteja-se do pagamento do Sumamao
Chegando em Loreto, me enchendo de rosquete
Pintando chalas falando quíchua com o povo
Vá para Sabagasta; Poço de Mistol e Vaca Humana
E lute nas trincheiras com os macacos de Brea Pozo
Então volte com o sonko muito feliz
Quão bom é meu pagamento añuritay Santiago
Composição: Fortunato Juarez / Orlando Gerez