Romance de Barrio
Primero la cita lejana de abril
Tu oscuro balcón, tu antiguo jardín
Más tarde las cartas de pulso febril
Mintiendo que no, jurando que sí
Romance de barrio, tu amor y mi amor
Primero un querer, después un dolor
Por culpas que nunca tuvimos
Por culpas que debimos sufrir los dos
Hoy vivirás
Despreciándome, tal vez sin soñar
Qué lamento al no poderte tener
El dolor de no saber olvidar
Hoy estarás
Como nunca lejos mío
Lejos de tanto llorar
Fue porque sí
Que el despecho te cegó como a mí
Sin mirar que en el rencor del adiós
Castigabas con crueldad tu corazón
Fue porque sí
Que de pronto no supimos pensar
Que es más fácil renegar y partir
Que vivir sin olvidar
Ceniza del tiempo la cita de abril
Tu oscuro balcón, tu antiguo jardín
Las cartas trazadas con mano febril
Mintiendo que no, jurando que sí
Retornan vencidas tu voz y mi voz
Trayendo al volver con tonos de horror
Las culpas que nunca tuvimos
Las culpas que debimos pagar los dos
Hoy vivirás
Despreciándome, tal vez sin soñar
Qué lamento al no poderte tener
El dolor de no saber olvidar
Hoy estarás
Como nunca lejos mío
Lejos de tanto llorar
Fue porque sí
Que el despecho te cegó como a mí
Sin mirar que en el rencor del adiós
Castigabas con crueldad tu corazón
Fue porque sí
Que de pronto no supimos pensar
Que es más fácil renegar y partir
Que vivir sin olvidar
Romance de Bairro
Primeiro o encontro distante de abril
Seu escuro balcão, seu antigo jardim
Mais tarde as cartas com pulso febril
Mentindo que não, jurando que sim
Romance de bairro, seu amor e meu amor
Primeiro um querer, depois uma dor
Por culpas que nunca tivemos
Por culpas que deveríamos sofrer nós dois
Hoje você viverá
Me desprezando, talvez sem sonhar
Que lamento por não poder te ter
A dor de não saber esquecer
Hoje você estará
Como nunca longe de mim
Longe de tanto chorar
Foi porque sim
Que o despeito te cegou como a mim
Sem perceber que na mágoa do adeus
Castigavas com crueldade teu coração
Foi porque sim
Que de repente não soubemos pensar
Que é mais fácil renegar e partir
Do que viver sem esquecer
Cinzas do tempo o encontro de abril
Seu escuro balcão, seu antigo jardim
As cartas traçadas com mão febril
Mentindo que não, jurando que sim
Retornam vencidas sua voz e minha voz
Tragam ao voltar tons de horror
As culpas que nunca tivemos
As culpas que deveríamos pagar nós dois
Hoje você viverá
Me desprezando, talvez sem sonhar
Que lamento por não poder te ter
A dor de não saber esquecer
Hoje você estará
Como nunca longe de mim
Longe de tanto chorar
Foi porque sim
Que o despeito te cegou como a mim
Sem perceber que na mágoa do adeus
Castigavas com crueldade teu coração
Foi porque sim
Que de repente não soubemos pensar
Que é mais fácil renegar e partir
Do que viver sem esquecer
Composição: Homero Manzi, Aníbal Troilo