Mocito que vas remando
Mocito que vas remando en tu lancha engalanada,
atrácate para el muelle, que quiero ver a mi amada.
Siete días que me espera, aquella preciosa flor
y el canal no lo he cruzado, por causa de un ventarrón.
Más rápido, mocito, no vayas a demorar,
que llegando yo a Dalcahue, allá me voy a casar.
Qué cara tendrá el curita, con su iglesia preparada,
la cara de las cantoras, con guitarras afinadas.
Y el acordeón de don Pedro que toca de maravilla,
periconas, refalosas, parabienes y sirillas.
Quedó todo preparado, un curanto para un rey,
mocito no te apuraste y empieza el viento otra vez.
Mocito que vas remando en la mitad del canal,
nos pilló la ventolera, ya no volveremos más.
Pobrecita novia mía, quedó vestida de flor,
mientras yo duermo en el agua, mi parabién no escuchó,
mientras yo duermo en el agua, mi parabién no escuchó.
Mocinho que vai remando
Mocinho que vai remando na sua canoa enfeitada,
até que chegue no cais, quero ver minha amada.
Sete dias me esperando, aquela flor tão linda
e o canal não cruzei, por causa de um ventão.
Mais rápido, mocinho, não vai demorar,
que chegando em Dalcahue, lá eu vou me casar.
Como será a cara do padre, com a igreja arrumada,
a cara das cantoras, com violões afinados.
E o acordeão do seu Pedro que toca de primeira,
parabéns, festança, alegria e bandeira.
Tudo ficou preparado, um curanto para um rei,
mocinho não se apressou e o vento começou a soprar.
Mocinho que vai remando no meio do canal,
pegou a ventania, não vamos voltar mais.
Pobrezinha da minha noiva, ficou vestida de flor,
enquanto eu durmo na água, meu parabéns não escutou,
enquanto eu durmo na água, meu parabéns não escutou.
Composição: Rolando Alarcon