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Sinfonia Silvestre

Los Manseros Santiagueños

Sinfonia Silvestre

(¡Adentro!)
Me voy con mi guitarra
Buscando los sonidos
Del mágico lugar
Donde he nacido

Escucho a las charatas
Soltar su clarinada
Cuando se ve avanzar
La madrugada

Oigo cantar los grillos
Entre los matorrales
Y un cabrito balar
En los corrales

(¡Se acaba!)
Con cantos y murmullos
Haré una sinfonía
Que calme este dolor
Del alma mía

(¡Adentro!)
Mugiendo, viene un toro
Mostrando su guapeza
Y relincha un bagual
En la represa

Arrullo de torcaza
Bramar de sacha puma
Lamento de crespín
En la espesura

El monte es un concierto
De trinos y bramidos
Recuerdos del ayer
Que nunca olvido

(¡Se acaba!)
Con cantos y murmullos
Haré una sinfonía
Que calme este dolor
Del alma mía

Sinfonia Silvestre

(Vamos!)
Eu vou com meu violão
Buscando os sons
Do lugar mágico
Onde nasci

Ouço as charatas
Soltando seu canto estridente
Quando começa a chegar
A madrugada

Escuto os grilos cantando
Entre os arbustos
E um cabrito balindo
Nos currais

(Termina!)
Com cantos e murmúrios
Vou fazer uma sinfonia
Que acalme essa dor
Da minha alma

(Vamos!)
Mugindo, vem um touro
Mostrando valentia
E relincha um bagual
Na represa

Arrulho de uma rolinha
Rugido do puma do mato
Lamento de um pássaro saci
No meio do mato

O monte é um concerto
De cantos e rugidos
Lembranças do passado
Que nunca esqueço

(Termina!)
Com cantos e murmúrios
Vou fazer uma sinfonia
Que acalme essa dor
Da minha alma

Composição: Carlos Carabajal, Onofre Paz